segunda-feira, 4 de junho de 2012

As Profecias Maias e 2012 A Cultura Maia


As Profecias Maias e 2012

A Cultura Maia

Os Maias foram uma ramificação da civilização Olmeca que floresceu no México e América Central por volta do ano 500, a.C., embora haja sítios arqueológicos na região que comprovem presença humana com costumes e modo de vida semelhante ao dos maias (provavelmente os precursores) há mais de 3000 anos a.C. O auge da Civilização teria ocorrido entre 600 e 900 d.C. quando se comparavam a civilizações da Mesopotâmia.

Tinham escrita hieroglífica, redes comerciais, arte e cultura bastante desenvolvidos. A cidade de Chitzen Itzá era o centro religioso, cerimonial e cultural da região. Tinham conhecimentos avançados de astronomia, arquitetura e matemática. Faziam previsões em observatórios astronômicos baseando-se em equinócios e nos ciclos planetários, principalmente de Vênus. Eles registravam seus dados com entalhes em pedra (“estelas”) e códices com complexos hieróglifos.

Criaram o calendário mais exato que qualquer civilização existente na Terra. Sua ciência astronômica estava mil vezes mais adiantada que a de todos os seus contemporâneos. A maior parte da população desapareceu sem deixar vestígios por volta do ano de 830 d. C.

Em 1519, o conquistador espanhol Hernán Cortés aportou em terras Maias, e os povos que ali viviam (principalmente os astecas) pensaram se tratar da volta do grande líder Quetzalcoátl. Rapidamente, devido aos interesses nos abundantes metais preciosos, os espanhóis, munidos de armas de fogo e armaduras, foram dominando os povos da região.

Os Códices Maias

Dos poucos Códices Maias que resistiram a destruição pelos conquistadores, o mais famoso é o Códice de Dresden, que seria a chave para o calendário e as profecias Maias. Estudado inicialmente em 1880 por Ernst Förstemann, encontra-se atualmente na Sächsische Landesbibliothek, biblioteca estadual de Dresden, na Alemanha. O códice encontra-se escrito em uma longa folha de papel dobrada de forma a produzir um livro de 39 folhas, escritas em ambas as faces.

É o mais elaborado dos códices Maias, bem como uma importante obra de arte. Apresenta, entre outros, registros de natureza astronômica, detalhadas tabelas de previsão de eclipses da Lua e o ciclo de Vênus.

O Calendário Maia

Os Maias tinham uma visão do tempo muito diferente da nossa. Para nós o tempo é linear, para eles o tempo era cíclico, ou seja, algo que aconteceu no passado voltará a acontecer. Dessa forma, conseguiram criar o calendário mais sofisticado já concebido por uma civilização. Complexo e preciso, é na verdade o conjunto de três calendários em um.

Haab – Calendário Solar
O primeiro é o calendário Solar, chamado Haab (lê-se “raáb”). Tem 360 dias divididos em 18 meses de 20 dias, mais um curto período de cinco dias, considerado muito desfavorável. Seus cálculos são tão avançados que ele é 4 segundos mais preciso que o calendário usado hoje.



Tzolkin – Calendário Lunar


O Tzolkin pode ser entendido a partir do movimento de duas engrenagens, uma com 13 números, e outra com 20 símbolos.

O segundo calendário é o cerimônial de 260 dias, chamado Tzolkin (lê-se “tôlquim”), que consistia em 13 números (meses) combinados em 20 dias (13x20=260). Um Tzolkin tem a duração da gravidez da mulher, desde a concepção até o parto. É um calendário ajustado ao biorritmo humano. Mapeava o destino dos Maias, pois cada dia do Tzolkin tinha um siginificado especial relacionado ao seu nome e alinhamento astrológico a ele associado, como um Zodíaco. Usavam este calendário para batizar crianças, decidir o melhor dia para batalhas e casamentos, e prever fenômenos astronômicos como eclipses e os ciclos de Vênus.

Os Maias combinavam o Haab com o Tzolkin como duas engrenagens formando o chamado calendário circular, com duração de 52 anos. Os dias e os meses só se repetiriam a cada 52 anos.



Calendário de Contagem Longa
O terceiro calendário que os Maias usavam para calcular o tempo é o de Conta Longa ou Contagem Longa. Este sistema era central para o conceito Maia de tempo.

A contagem longa é um calendário vigesimal (sistema de numeração com base no número 20) utilizado por várias culturas da Mesoamérica a partir do período pré-clássico tardio, principalmente os Maias. Abrange um tempo de 5.125 anos (1/5 do ciclo de aproximadamente 25.625 anos de precessão dos equinócios), com um ponto definido de início e término: de 13 de agosto de 3114 a.C. a 22 de dezembro de 2012.

Um ciclo da Contagem Longa (5.125 anos) é dividido em:

13 partes de 394 anos, chamadas baktuns.
260 partes de aproximadamente 20 anos (19,7 anos), chamadas katuns.
20 partes de grupos de 13 katuns (256 anos), referidas como "contagem de curta duração”.

O Ciclo de 13 Katuns

O ciclo de 256 anos, ou seja, de 13 katuns, foi um ciclo de profecias Maia. Cada um dos 13 katuns tem um "destino" específico associado a ele e os Maias acreditavam que a ocorrência ou chegada de cada katun traria com ele a esse destino. Sabemos disso a partir de registros remanescentes, incluindo os vários livros de Chilam Balam (“sacerdote jaguar”), que foram escritos depois da conquista espanhola de Yucatán.

O Katun 2 Ahau

Diz o Livro: “O Katun 2 Ahau é o décimo segundo Katum. Os maias regressarão a Cuzamel, que é o assento deste Katum. Nem pouco nem muito será seu pão. Nem pouca nem muita será sua água."

Previsto para o período entre 2013 a 2033, esse Katun indica que nessa época poderá haver falta de alimentos e água para grande parte da humanidade, trazendo vários infortúnios.

Os Povos Antigos como os Maias sempre buscavam uma integração com a natureza considerando a água e os alimentos como sagrados pois eles vêm a fazer parte viva do próprio indivíduo. Percebemos que atualmente por mais que tenhamos água, nem sempre essa é adequada, onde geralmente passa por vários processos químicos para tornar-se algo que diga-se potável. O mesmo acontece com os alimentos, que por mais que nos pareçam cada vez mais abundantes, se formos observar claramente perceberemos que praticamente são artificiais, processados ou até mesmo modificados geneticamente, trazendo como consequência sérios problemas de saúde. Tanto a água pura como os alimentos naturais estão cada vez mais escassos.

O Katun 13 Ahau

O Chilam Balam faz previsões sobre este período que indicam uma época de guerras, fome, perda dos valores humanos e muita dor.

Historicamente, o Katun 13  Ahau ocorreu em 1520 quando os conquistadores espanhóis chegaram ao México, e voltou a ocorrer em 1776, no período que corresponde às revoluções francesa e americana. Segundo o calendário maia, o próximo Katun 13 Ahau terá início em 2033, e não em 2012, como muitos imaginam.
Os Maias previram que nos tempos atuais veríamos falhar todos os sistemas da sociedade.
Se observarmos ao nosso redor, vamos perceber o quanto estamos presos aos vários sistemas atuais, e como cada um deles depende do outro: econômico (baseado hoje em dinheiro virtual e especulação financeira), religioso, militar, educacional, social, tecnológico, industrial, etc. O sistema da eletricidade, por exemplo, é a coluna vertebral da nossa sociedade. Se este falhar, todos os outros falham, criando um caos generalizado e fazendo cair todos os outros sistemas.
O livro sagrado Chilam Balam diz: “Ao final do último Katun haverá um tempo em que estarão imersos na escuridão, mas logo virão os homens do Sol trazendo o sinal futuro. Despertará a Terra pelo norte e o poente, o Itza despertará.”

O Dia e a Noite do Sistema Solar

Assim como dia e noite ocorrem devido ao movimento de rotação da Terra e as estações do ano ocorrem por causa do movimento da Terra em torno do Sol, os Maias sabiam do movimento do Sol ao redor de Alcione e que esse ciclo maior exerce grande influência na queda e ascensão das civilizações.

Um ciclo completo equivale a cerca de 25.125 anos. O alinhamento do Sol com o centro da galáxia em 2012 indica o início de um dia galáctico, após uma longa noite galáctica de aproximadamente 12.800 anos. As conseqüências desse evento cósmico seria uma série de mudanças revolucionárias no planeta e na humanidade a nível físico e psicológico para as próximas décadas.

O Alinhamento Planetário de 1999

Os Maias previram, dentre inúmeros outros eventos astronômicos, um incomum alinhamento planetário no nosso sistema solar, que ocorreria em agosto de 1999 juntamente com um eclipse, que devido às influências planetárias mudaria rapidamente o comportamento de toda a humanidade. De 11 a 18 de agosto desse ano houve um raríssimo alinhamento planetário em forma de cruz, com o planeta Terra no centro. Todos os planetas, com exceção de Plutão, participaram desse alinhamento.

A entrada a um Período Áureo

O calendário Maia termina em 2012, mas isso não significa que as profecias digam que o mundo chegará ao fim, e sim indica que iniciará a contagem de um novo ciclo de 26.000 anos. É o momento em que nosso Sistema Solar sairá da noite para o amanhecer galáctico.

Não só os Maias, mas todas as religiões e culturas indicam que estaríamos passando nessa época por um período de transição para uma nova era, na qual a humanidade, poderá vivenciar uma nova Idade de Ouro após passar por um processo de purificação interior que envolve o resgate dos valores conscientivos humanos em meio a um período difícil onde se percebe a queda dos sistemas sociais e psicológicos em que estamos submetidos.


Como lograr a Liberdade psicológica e o resgate dos Valores Humanos?
A Liberdade pode ser atingida quando deixamos de ser escravos dos sistemas que a sociedade nos impôs desde que nascemos. Isso não significa que temos que abandonar nossas casas e empregos de uma hora para outra, mas indica a profunda Revolução da Consciência que devemos realizar se queremos ser realmente livres.
As grandes religiões e escolas de mistérios da humanidade sempre nos ensinaram a viver a realidade, mas nunca soubemos fazer isso. Aqueles que conheciam esses mistérios eram chamados de “iniciados”, e eram pessoas comuns que buscavam se liberar dos condicionamentos da sociedade aos quais viviam submetidos, deixando de viver no mundo de sonhos que criamos sobre as pessoas e nós mesmos.

É desenvolver o sentido profundo da inspiração. Para isso, o mais importante é aprender a viver o aqui e agora, sem nos identificarmos com os desequilíbrios do dia-a-dia. É ter consciência do momento presente, de instante em instante, impedindo que nossa mente, emoções e instintos negativos nos leve a lembranças do passado (rancores, ódios, frustrações) e a fantasias sobre um futuro incerto (planos, desejos, cobiças, etc.)

A sabedoria gnóstica nos ensina a libertar nossa mente e nossa consciência através da dissolução dos bloqueios psicológicos que nos levam à ter reações negativas em nossa vida, a cristalizar valores e princípios espirituais através do sábio manejo das energias que dispõe nosso organismo, e a desenvolver o profundo respeito, amor e caridade por nossos semelhantes que nos possibilita a vivermos em harmonia.

A engrenagem cósmica Maia assinala o ressurgimento de um Período Áureo precedido por grandes Revoluções da Natureza, do Homem e da Consciência para as próximas décadas. Podemos nos preparar para aproveitar positivamente essas influências, convertendo-as em íntimos anelos de revolução espiritual, ou seja, desde o interior psicológico do próprio indivíduo, e extendendo-as até o mundo exterior em que nos movemos, em benefício de si mesmo e de todos os seres.

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