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quarta-feira, 15 de junho de 2011

Festividades na Wicca




Como qualquer Religiao a WICCA possui festivais. Com a diferença que na Wicca, esses estao intimamente ligados ao que chamamos de “A Roda do Ano”, uma representaçao a nível cosmológico das crenças em um ciclo de nascimento, vida, morte e renascimento. Estas festividades estao também ligadas ao ciclo das colheitas, as fases da Lua e as estaçoes do ano. As principais sao as festividades Solares ligadas astronomicamente aos Solstícios e os Equinócios, no Brasil alguns Wiccanos tem preferencia por praticar a Arte pelo Hemisfério Norte, mesmo estando localizados no Hemisfério Sul.


Hemisfério Sul

SAMHAIN - 30 de ABRIL 

YULE - 21 de JUNHO 

CANDLEMAS - 1 de AGOSTO

OSTARA - 21 de SETEMBRO

BELTANE - 31 de OUTUBRO

LITHA - 21 de DEZEMBRO

LAMMAS - 2 de FEVEREIRO

MABOM - 21 de MARÇO

Hemisfério Norte

SAMHAIN - 31 de OUTUBRO

YULE - 21 de DEZEMBRO

CANDLEMAS - 2 de FEVEREIRO 
OSTARA - 21 de MARÇO 
BELTANE - 30 de ABRIL

LITHA - 21 de JUNHO

LAMMAS - 1o de AGOSTO

MABOM - 21 de SETEMBRO

Cada tradiçao na WICCA faz seus próprios ritos, dizer quais sao certos nao cabe a mim, até porque muitos se identificam com a WICCA pela liberdade e principalmente por poder realizar o que quiser e como quiser individualmente (todos recebemos os conselhos, seguirmos depende de cada um de nós), a maioria segue os RITUAIS normais sazonais e praticam sozinhos e livremente seus feitiços e RITUAIS próprios.


Clique nos menus abaixo e saiba mais sobre os Sabás:




.: 1. SAMHAIN - Ano novo ou Noite dos Ancestrais

.: 2. YULE - Solstício de Inverno

.: 3. IMBOLC ou CANDLEMAS - Festa do Fogo ou Noite de Brigit

.: 4. OSTARA ou SPRING - Equinócio de Primavera

.: 5. BELTANE - A Fogueira de Belenos

.: 6. MIDSUMMER ou LITHA - Solstício de Verao

.: 8. MABON - Equinócio de Outono

.: 7. LAMMAS ou LUGHNASADH - Festa da Colheita


Uma Visão atual da Wicca


          Vivemos numa época de constantes e rápidas mudanças.  Ao contrário dos nossos ancestrais,  que passavam suas vidas numa espécie de realidade previsível,  estamos expostos todo o tempo a influências muitas vezes originadas em pontos muito distantes,  mas que nos afetam na medida em que o mundo  se transformou numa enorme aldeia,  como já previra  MacLuhan.
          Apesar dessas transformações e mudanças externas,  existem coisas que ainda são imutáveis,  graças aos Deuses.  O pensamento moderno,  acostumado a conviver com alterações constantes,  passou a crer que todas as coisas, tanto superficiais quanto profundas,  estão sujeitas do mesmo modo a essas mudanças. Tornou-se uma necessidade humana promover transformações.  Mas há coisas que não podem ser tocadas por nossa vontade,  e essas coisas são,  entre outras,  as Leis da Natureza que a tudo regem.  Podemos conhece-las,  mas não podemos alterar-lhes o fluxo.  Coisas como o nascimento,  a morte e o eterno ciclo das estações,  são realidades imutáveis.  Mesmo cientificamente falando,  qualquer incursão no terreno das leis físicas,  aproveita suas marés pré-existentes.  Tanto a magia quanto a moderna física,  embarcam na corrente do rio existencial para utilizar do seu poder.
          A Wica tem sido transformada nos últimos 40 anos.  Por diversos motivos, ela tem sido adulterada:  uns dizem que para melhor e outros dizem para pior.  Tais motivos são conhecidos de todos os modernos wicans,  e só para falar de alguns,  podemos enumerar o afastamento progressivo das tradições e dos ensinamentos antigos,  a auto-iniciação,  o puritanismo judaico-cristão de muitos novos convertidos,  etc.
          Meu propósito neste artigo não é o de falar sobre essas mudanças e seus motivos.  Mais importante do que tudo,  é procurarmos compreender a visão ancestral da bruxaria,  desse antigo rio que desaguou na Wica.  Se a Wica tem se tornado uma religião distorcida e superficial,  precisamos  procurar  na sua origem seus verdadeiros fundamentos.   Esses fundamentos nos reportarão a princípios primitivos,  pois a bruxaria é uma religião primitiva,  não no sentido de conhecimento menos complexo ou inferior,  mas no sentido de antigo,  primordial.  Já era praticada no período Neolítico e sua antigüidade pode ser observada em muitos de seus ritos.  Como sabemos,  a Wica é uma religião que usa a magia como meio de expressão.  A magia é empírica,  utiliza-se de uma seqüência de ações e procedimentos práticos,  sendo que no seu exercício,  o poder flui por determinados canais energéticos que precisam ser alimentados.  Infelizmente,  hoje em dia,  muitos desses ritos de grande poder foram substituídos por simulacros ou ritos simbólicos.
          Nos últimos anos,  tenho erguido uma bandeira incansável no sentido de conscientizar os neo-wicans da necessidade de conhecer os ritos antigos e de praticá-los corretamente.  Este artigo pretende mostrar a necessidade de um retorno às práticas ancestrais,   porque é através delas que o poder se manifesta.
          Os modernos wicans,  ao negarem ou desconhecerem os antigos ritos,  abriram mão do poder.  Isso é deveras lamentável,  e tornou a Wica uma religião superficial justamente naquilo que é uma de suas bases importantes:  a magia.  O que temos assistido é a uma brincadeira colorida e festiva.  Muitos wicans só conhecem os ritos religiosos que estão descritos no Livro das Sombras,  desconhecendo completamente os fundamentos existentes além deles.
          Antes de falarmos sobre alguns desses ritos tão antigos,  precisamos perguntar a nós mesmos se estamos determinados a realiza-los ou não. Em caso negativo,  devemos procurar descobrir o que nos impede de faze-lo.  Muitos bloqueios morais estão inseridos nessa recusa,  muitas vezes inconscientemente.  Se nos propomos a seguir uma religião pagã,  necessitamos estar cientes de que seus padrões morais e éticos são totalmente diferentes daqueles das religiões ortodoxas.  A essência da Arte pode parecer nova para muitos dos recém convertidos,  que assumem uma postura de intransigência com relação à aceitação de seus princípios e valores.   Entretanto esses valores são tremendamente antigos e não existem por acaso.   Eles estão inseridos num contexto e nega-los porque nossos condicionamentos não os aceitam é abrir mão de uma gama tremenda de poder ancestral.
          Isso algumas vezes se torna bastante perigoso,  como eu mesmo tenho presenciado em diversas oportunidades.  Algumas vezes,  os poderes invocados e levantados no círculo comparecem e precisam ser alimentados com certos tipos de energia que não tem sido mais utilizados pelos modernos wicans.  Como não podemos explicar a esses poderes que agora esses ritos são feitos apenas simbolicamente,  eles não receberão as energias devidas,  mas de qualquer forma vão absorve-las de outra maneira,  porque estão lá para isso.  As conseqüências podem ser percebidas desde o surgimento de pequenos problemas de saúde até perigosos distúrbios no sistema nervoso central:  em primeira instância,  são problemas que afetam a aura do praticante,  por onde a energia vital é drenada, e que não sendo detectados,   terminam por se transformar em doenças físicas.
          Do mesmo modo,  as energias dos próprios praticantes necessitam ser repostas,  realimentadas,  o que implica num conhecimento bastante específico.  Como o próprio Dr. Gerald Gardner mencionou em seu livro Witchcraft Today,  nossos corpos  “transpiram”  o poder.  Assim,  precisamos saber perfeitamente por onde esse poder é transpirado,  o momento certo para projeta-lo e o momento certo de retê-lo.  Em contrapartida,  também precisamos conhecer as técnicas de fechamento e proteção,  pois do mesmo modo como as energias são exteriorizadas por nós,  também podem ser absorvidas.  E não é nada interessante absorver uma carga de energia negativa.
          Naturalmente que todos esses cuidados só são imprescindíveis quando os praticantes realmente lançam corretamente o círculo e sabem invocar os Guardiães.
          Existem muitos materiais que são utilizados nos antigos ritos como canalizadores do poder.  Essas substâncias são transmissores e receptores naturais de energia  e  possuem um poder intrínseco.  Devido ao seu poder peculiar,  podem absorver,  canalizar e projetar energias.  Entre as principais,  temos:  sangues de todos os tipos  (animal, vegetal e mineral)  e  pós feitos com matéria orgânica e mineral.  A questão do sangue na Wica é muito controvertida e a maioria dos wicans afirma que ele não é usado.  No entanto,  em determinados rituais,  não existe substituto possível para ele.   Não existe nada mais forte,  mas os Mistérios do Sangue estão quase que completamente esquecidos.
          Durante muitos séculos,  os ritos sexuais desempenharam um papel preponderante na bruxaria,  uma vez que estão intimamente ligados aos poderes da vida,  da morte e do renascimento.  Qualquer rito iniciático não é válido sem a presença dos Mistérios Sexuais,  bem como dos Mistérios do Sangue.  Entretanto Grande Rito tornou-se hoje uma pálida e inexpressiva  paródia.  Pode ser muito bonito mergulhar um punhal numa taça,  mas o poder não está nessa farsa.  Qualquer wican devidamente iniciado e  que tenha realizado o Grande Rito real,  sabe que no seu arremedo simbólico não existe uma canalização de poder semelhante.  A maioria dos covens modernos deixou de praticar os ritos dos Mistérios Sexuais.
          Ninguém mais ouve falar dos ritos de confirmação da liderança sacerdotal,  realizados a cada sete anos.  Esses ritos só podem ser presenciados por iniciados de 3*.  Atualmente,  por desconhecimento talvez,  os ritos foram substituídos por um simples juramento no círculo.  Mas  o  poder  pessoal precisa ser alimentado devidamente,  o que não é mais feito.  Tal cerimônia encarrega-se de restituir as energias do Alto sacerdote ou Alta Sacerdotisa,  decorridos os sete anos.  Como no rito iniciático,  essas energias são canalizadas através de substâncias vitais para as quais não existe substituto.  
          Covens tradicionais (Gardnerianos e alguns Alexandrinos), continuam a praticar esses ritos.  Eles são transmitidos pela tradição oral,  nunca foram escritos em nenhum lugar.  Os Anciãos que ainda detém esse conhecimento preservam-no muito bem.  Um bom exemplo,  é encontrado no antigo ritual de imobilização,  também conhecido como rito de atar.  Tenho lido algumas descrições bastante superficiais dele,  omitindo partes importantes e imprescindíveis,  pois tais detalhes não devem ser publicados. Os ensinamentos dos anciãos nos dizem que somente bruxos iniciados devem realizá-lo.  O propósito desse rito é neutralizar influências negativas ou perniciosas vindas de outras pessoas.  Começa-se fazendo uma boneca que representará a pessoa,  se possível utilizando pedaços de roupa usadas por ele ou ela.  De acordo com a natureza do rito,  a boneca será feita e utilizada na fase lunar propícia.
          A primeira recomendação é que a boneca seja confeccionada com materiais naturais,  já que são melhores.  Lã,  algodão e seda são melhores do que materiais sintéticos.  A maioria dos wiccans já teve experiências com materiais sintéticos e constataram que eles não proporcionam uma ligação energética satisfatória.  Muitos fazem uma boneca de malha ou crochê,  pois enquanto ela é preparada,   visualizações e mentalizações reforçam o propósito da magia a cada ponto da costura.  Quando a boneca é confeccionada,  costuma-se incorporar qualquer objeto que pertença à pessoa que ela representa,  tais como cabelo,  pedaços de unhas,  uma fotografia do rosto para ser colocada na cabeça da boneca. Como podemos perceber,  a identificação com a boneca deve ser a nível real,  ou seja,  energético.  Seguindo os ensinamentos do velho caminho,  no mínimo um homem e uma mulher devem realizar o rito.  O segredo é encenar o chamado “nascimento”,  ou seja,  transmitir vida à imagem.  Isso pode ser feito utilizando-se substâncias como o sangue menstrual,  sêmen,  saliva,  etc.,  seguindo-se a uma dramatização do parto,  assistido pelo homem.  Quanto mais real o rito melhor,  e o ideal é que o casal possua uma forte ligação íntima,  como parceiros de coven.  Essa é a parte principal do rito,  que termina com a amarração da boneca dentro da máxima concentração e visualização.
          Como podemos perceber,  materiais orgânicos são excelentes transmissores do poder.  Nos ritos de iniciação,  por exemplo,  são os vários tipos de sangue que possibilitam a transmissão da ancestralidade.  Esta só pode ser passada pelo sangue,  que é o veículo de transferência em todos os rituais que envolvem morte e renascimento.
          Para compreendermos a necessidade da realização dos rituais da maneira correta,  podemos fazer uma analogia interessante entre o rito real e o simbólico.  Por definição,   símbolo é um elemento ou objeto material,  que por convenção arbitrária,  representa ou designa a realidade complexa.  Quando invocamos determinados poderes no círculo,  eles desconhecem completamente nossa visão arbitrária e representativa da realidade.  Eles esperam obter o poder e as energias específicas,  necessárias para a execução do rito.  Se o rito é simbólico,  seria o mesmo que convidar você para um jantar,  servindo somente fotografias dos pratos em lugar das comidas.  Algo bastante frustrante.  Como pessoas civilizadas,  podemos até compreender e rir de tal procedimento,  mas tais poderes não tem esse senso de humor.  Em magia precisamos lidar com as energias reais,  e não com convenções.  O poder precisa fluir,  não é uma opção facultativa e dependente dos nossos caprichos.
          Outro ponto importante,  é aquele que se refere ao Chamado do Deus nos círculos de Wica.  Essa cerimônia tem sido descartada sistematicamente,  uma vez que envolve uma nítida expressão sexual.  Infelizmente não posso entrar em muitos detalhes,  mas nos covens que ainda seguem o velho caminho,  o Sacerdote ou alguém por ele escolhido,  serve de veículo para a canalização do poder do Deus em seu aspecto de Senhor da Fertilidade.  Evitar esse rito e utilizar-se de substitutos simbólicos não é recomendável,  uma vez que a essência divina do Deus de Chifres não fluirá através da pessoa escolhida.
          Na Chamada da Deusa dá-se a mesma coisa,  embora a intensidade da manifestação sexual não seja tão visível,  por motivos óbvios.  Entretanto os procedimentos iniciais necessitam ser realizados em ambos os casos,  já que é a energia sexual que canaliza o poder.   O canal de acesso do poder divino no círculo é aberto do seguinte modo:  através da ativação dos nossos centros de poder,  canalizamos energia que, junto com o estímulo sexual ativa nossas glândulas endócrinas,  gerando mais poder.  A nossa energia tende a subir pelos centros,  até o centro da cabeça,  abrindo-o.  O poder da Deusa e do Deus flui por ele,  preenchendo o corpo,  mente e espírito do sacerdote receptor.  Assim falando pode parecer simples,  mas essa prática necessita de um treinamento árduo e penoso,  a partir do 2*,  ao menos na BTW.  Qualquer bruxo da velha escola sabe que,   ao estarem preenchidos pela essência divina,  os sacerdotes exteriorizam esse poder,  e o modo mais forte é através do sêmen e das secreções vaginais.
          Outros ritos que foram marginalizados pelos modernos wicans  são aqueles centrados nos Mistérios da Transformação, cujo veículo principal é o crânio.  Poucos covens na atualidade sabem como utiliza-lo corretamente e a maioria deles nem mesmo possui um.  No entanto o crânio é importantíssimo como elemento de ligação com a nossa ancestralidade.
          Todas estas informações poderão parecer chocantes para muitos dos modernos wicans,  mas observando a situação atual da Wica,  vemos que,  embora ela seja uma das religiões que mais cresce no mundo,  tem sistematicamente perdido muitos de seus fundamentos.  Inegavelmente não se pode aprender Wica através de livros,  principalmente se os autores veiculam suas idéias próprias a respeito da religião e não possuem uma ancestralidade definida.  Infelizmente,  muitos dos modernos wicans tem seguido as versões de autores modernos,  como Starhawk e S. Cunningham,  que na verdade não podem ser observadas como padrão da realidade.   Ao mesmo tempo,  presenciamos a uma total falta de respeito com relação aos anciãos,  que passaram a ser vistos pelos novos wiccans de igual para igual.  Inegavelmente que esses anciãos são detentores de grandes conhecimentos,  que devido a essa postura,  são lamentavelmente perdidos.
          Esses poucos exemplos nos mostram o quanto é importante procurarmos estabelecer um contato mais íntimo com os conhecimentos antigos.  Embora seja corriqueiro afirmar-se atualmente que o Dr. Gerald Gardner  “criou” a Wica a partir de diversas fontes,  na verdade o conhecimento ancestral adquirido no coven de New Forest não foi negligenciado.  Todo o conhecimento dos Mistérios Sombrios wicans  foi devidamente resguardado pela tradição oral.  Cabe aos modernos seguidores da  Religião resgatá-los e preservá-los para que não sejam totalmente esquecidos.

Wicca e a Evolução


Estava lendo alguns textos acerca de evolução espiritual.  Alguns desses textos são ecléticos, ou seja, foram escritos por não-iniciados.  Neles percebo a distância que existe entre esse pensamento, formado de opiniões diversas, e a verdadeira teologia de Wica.  Parece que estava lendo cristãos falando a respeito do seu Deus, de como ele é perfeito e de como criou o mundo.

Nunca vi, em nenhum ramo do paganismo, essa noção cristã de perfeição.  E olhem que Darwin destruiu essa concepção de um Deus perfeito e de um mundo perfeito.  A Igreja ficou com muito ódio de Darwin por isso,  devido ele ter destruído as raízes do conceito de perfeição.  Segundo os cristãos,  Deus é perfeito, o mundo é perfeito, você é perfeito e portanto quem precisa de evolução ?   Não há nenhuma necessidade de crescimento, porque como alguma coisa poderia ser melhor ?

Lendo alguns textos neo-wiccanos, percebi que as pessoas que os escreveram devem ter vindo do cristianismo, porque trouxeram esse conceito arcaico, ultrapassado e ignorante para a Wica.  Para esses pseudo pagãos,  não existe evolução porque a Deusa é perfeita e portanto tudo é perfeito.  Segundo essa gente, o mundo é o corpo da Deusa.  O mais engraçado, é que dentro dessa linha de pensamento a única coisa que pode ocorrer é um enorme sentimento de frustração e de culpa.  Essa idéia não pode transformar ninguém, porque é a idéia mais egoísta que eu já vi depois do cristianismo.

Qualquer idéia de perfeição o joga para o amanhã, para o futuro. Você sabe que não é perfeito, você não pode ser perfeito agora.  Então começa a trabalhar para encontrar a perfeição.  Mesmo porque, mesmo que alguém acredite nessa bobagem de que  “a Deusa é perfeita e que eu sou perfeito”,  sabe no íntimo que não é perfeito,  sabe que possui a feiúra dentro de si,  sabe que não tem nenhuma beleza interior.  Então tem que perseguir a perfeição e a projetar isso para o futuro.  

Eu nunca tinha lido tanta coisa esquisita, tanta bobagem sobre Wica antes. Algum tempo atrás, conversando com uma dessas auto-iniciadas,  fiquei chocado com esse conceito de “perfeição” cristão. Na verdade essa gente desconhece que o importante não é ser perfeito. O importante é ser total, e isso muito pouca gente é.  Totalidade não depende de nenhum futuro.  Você pode ser total agora mesmo:  está me lendo, então leia totalmente;  está me ouvindo, ouça totalmente.  Em qualquer lugar em que você esteja,  simplesmente esteja totalmente ali, e então o crescimento tem início. Crescimento só é possível quando você é imperfeito, nunca de outra maneira.

Não sei porque a mente humana tem tanta necessidade de imaginar a perfeição.  Todos os deuses inventados pelo homem são perfeitos, todos os santos, profetas, sacerdotes também. As escrituras os pintam como seres perfeitos, mas a única coisa que eles sabem fazer é condená-lo.  Qualquer coisa que angarie perfeição, servirá apenas para condená-lo.  Como se comparar com isso ?  Uma vez que o ser perfeito foi caracterizado,  você estará com um imenso problema.  A culpa começa a destruí-lo.  E essa Deusa inventada por cristãos que invadiram a Wica servirá para trazer frustração,  culpa.  Eu nunca tinha visto culpa no paganismo,  mas agora essa possibilidade se tornou realidade.

Seria tão bom se esses pseudo pagãos parassem de inventar,  de trazer conceitos cristãos para o paganismo !   Na verdade,  nenhum cientista, nenhum iniciado disse que os Deuses também estão evoluindo, mas eles estão. O criador e a criadora também estão evoluindo e nunca chegaremos ao ponto do mundo estagnar, parar, e alguém dizer:  “Pronto, agora tudo ficou perfeito”.

Para se falar a respeito da teologia de qualquer religião, é preciso ter estudado durante anos essa teologia.  Infelizmente,  esses não-iniciados não tem nenhum acesso ao BoS.  Tudo o que eles conhecem, ou veio de textos totalmente fragmentados ou através da própria invenção.  E nisso reside uma grande pobreza.  Em qualquer tipo de perfeccionismo existe a negação de tudo o que for humano e mundano.  Não adianta, perfeição não existe. Totalidade existe e é tudo o que qualquer sacerdote precisa ser.

Seja total em tudo que você fizer e sendo total você começará a compreender os processos que o tornaram um ser limitado,  frustrado,  infeliz.   Lembre-se,  crescimento é vida.

sábado, 11 de junho de 2011

A Regra que seguimos.



A Lei e o compromisso sacerdotal dos wiccanos, que se encaia a quase todas as pessoas que tem o minimo de bom senso.


Apesar da grande sacerdotisa Doreen Valiente, ter dito que desconhecia o real significado dado por Gardner a esta lei, indicando inclusive que ele usou a expressão em um momento específico de um RITUAL e que ela não concebia uma lei que fosse exclusiva para bruxos, há não só uma interpretação como uma ação que permite ao individuo submeter-se a esta lei com exclusividade, dando a ela outro enfoque que não somente a responsabilidade por suas ações, mas um mecanismo de ampliação de suas capacidades mágicas e pessoais além de um maior compromisso e responsabilidade quanto às crenças Wiccanas. Não entendeu nada? Vou explicar.

Quando caminhamos rumo a uma iniciação não apenas desenvolvemos nossas habilidades mágicas e percepções como nos desfazemos de muitas crenças, manias, desejos e características. Permitimos que nossas máscaras caiam ou sejam arrancadas, testamos nosso empenho e vivenciamos momentos que vão do desespero ao êxtase. Tudo pelo que passamos tem como objetivo nos preparar para o seriíssimo compromisso de nos tornamos sacerdotes.

Neste momento, onde alcançamos maturidade nas práticas e capacidade pessoal, quando nossas crenças estão enraizadas, nossos objetivos bem desenvolvidos e, grande parte de nossas dúvidas existenciais sanadas, assumimos para a nossa vida a manutenção de um culto ancestral e o compromisso de nos tornamos um elo entre este mundo e o mundo além.

Assim sendo magicamente existe a possibilidade e como sacerdotes, estamos preparados para nos submetermos a diferentes “leis” ou “enredos energéticos” onde estipulamos ações mágicas que podem agir ao longo de nossa vida. Cada caminho/tradição possui seus mecanismos, egrégoras e afins que favorecerão ou limitarão seus sacerdotes de acordo com suas regras estruturais.

A Lei tríplice pode tranquilamente fazer parte disto e normalmente faz por isso o nome bonitinho. Ao determinar para ela a função de agir na vida do sacerdote como um ampliador de suas ações e logicamente das conseqüências, o sacerdote com exclusividade dará a então comum lei do retorno outro significado, outra função inserida magicamente por sua vontade e compromisso.

Deste modo quando o sacerdote trabalhar em prol de um objetivo qualquer, ele possuirá a capacidade de ampliar seu poder seja por três, por vinte ou por mil através dessa “lei”, e com isso ele terá condições de obter melhores resultados atentando-se claro a sua responsabilidade e capacidade pessoal de lidar com as conseqüências dessas ações ampliadas.

Gerei mais dúvidas ou consegui dar um direcionamento melhor na compreensão da lei? Vamos unir agora as duas interpretações? 


Esse artigo visa esclarecer da melhor forma possível esta Lei abordando suas interpretações comuns e principalmente transmitindo um pouco do conhecimento pessoal absorvido ao longo dos anos. Se você está começando a estudar a WICCA agora, talvez tenha ainda um pouco de dificuldade para compreender certos termos utilizados ao longo do texto, não desanime, pesquise um pouco ou me envie um e-mail com quaisquer dúvidas e lhe ajudarei.

Diz-se da lei: “Tudo aquilo que fizer retornará a você nesta vida triplicado de três a sete vezes."
 (assim que você tem o conhecimento disso).

Esta lei vem sendo debatida há muitos anos na comunidade Wiccana, principalmente porque com o crescimento desordenado da religião muitos grupos foram atribuindo aleatoriamente significados e interpretações distintas a lei, tornando-a ora muito lógica ora absurda. Existem duas interpretações que se complementam que são para mim um ponto chave para compreender a lei, vou comentar cada uma abaixo.

A Lei e sua simbologia.

O número três possui um significado simbólico ligado aos processos primários da vida onde todo ciclo começa, se desenvolve e termina. Dentre as trindades mais comuns temos: Físico-Mental-Espiritual; Jovem-Mãe-Anciã; Criança da promessa-Caçador-Senhor da morte; Renascimento-vida-morte; Terra-Céu-Mar; Positivo-Neutro-Negativo; e etc.

Muitas culturas e religiões enxergam neste número um poder ligado à criação e manutenção da vida, aqui vou chamá-lo de “mistério da triplicidade”. Você pode percebê-lo ao estudar a mitologia e liturgia de algumas religiões, como, por exemplo: Os mitos de Ísis, Osíris e Hórus, ou então os de Deméter, Hades e Perséfone e talvez caso você venha de uma cultura cristã seja mais fácil enxergar este mistério analisando a trindade Deus Pai, Espírito Santo e Jesus, mesmo que essa trindade não corresponda ao PAGANISMO , a idéia central cristã mostra a triplicidade ligada a geração da vida assim como nos ensinamentos pagãos.

Eu não sei até que ponto Gerald Gardner ao transmitir seus ensinamentos sobre a lei tríplice de fato a focou neste mistério, todavia creio que sendo quem era não me admira que ele tenha inventado este termo com tal intuito. Partindo disto tal lei torna-se não apenas uma chamada a nossa consciência quanto à responsabilidade que precisamos ter sobre nossos atos, mas também é um ponto de reflexão sobre a influência de nossas ações nos ciclos da vida.

Na WICCA aprendemos que a liberdade é importantíssima para o nosso desenvolvimento, quando falamos em leis alguns não compreendem e por algum motivo consideram essas regras castradoras de suas liberdades, com isso as negligenciam e/ou deturpam. Agir assim, ao menos pra mim, demonstra falta de maturidade e profundidade no estudo e vivencia da fé Wiccana. Digo isto por que ao compreender as leis que regem o universo e os mistérios que envolvem nosso ‘poder bruxo’ agir corretamente perante essas elas tende a nos libertar cada vez mais dando-nos ainda mais poder de ação, seja na magia seja no culto.

A lei tríplice, portanto, equivale à universal “lei do retorno” ou “lei da causa e efeito” onde nossas ações sempre geram reações. Porém nessas leis o retorno é equivalente, não existe nenhum mecanismo que propicie uma ampliação desse retorno como a lei tríplice supõe. Então como a compreender? Por que é dito que o retorno se dará triplamente? Uma interpretação inicial diz que ao levar em conta a simbologia do número três esse retorno é triplo porque pode e invariavelmente vai nos atingir em diferentes graus. Ou seja, pode nos atingir quando formos JOVENS , maduros ou velhos, pode nos atingir no físico, no emocional ou no ESPIRITUAL (ou nos três casos) e assim sucessivamente, enfim, nos atingirá de alguma forma na totalidade de possibilidades.

Nisto outras leis/crenças Wiccanas surgem e agem paralelamente a lei tríplice como a crença da Grande Teia/Rede. Mas será que acaba por ai? Será que a lei tríplice é apenas uma forma bonita de dizer que o retorno se dá em diferentes graus e possibilidades? Pra mim não, isso é só o começo...
porem acho que é tudo por hoje.

METAS DA WICCA

Assim como qualquer Religião a Wicca tem metas...
São 13 que agora vou agora citar...


1. Conhecer a si mesmo.

2. Saber a sua arte.

3. Aprender e buscar conhecimento sempre.

4. Usar o que você aprendeu corretamente.

5. Manter o balanço (equilíbrio) de todas as coisas.

6. Manter suas palavras verdadeiras.

7. Manter seus pensamentos verdadeiros.

8. Celebrar a vida.

9. Alinhar você mesmo com os ciclos da TERRA .

10. Manter seu corpo saudável e forte.

11. Exercitar seu corpo, sua mente e seu espírito.

12. Meditar, relaxar e se controlar.

13. Honrar a Deusa e o Deus em todos os momentos.