quarta-feira, 15 de junho de 2011

A Roda Óctupla


Este é um dos textos mais interessantes que já li a respeito deste tema, no qual muitas dúvidas podem ser sanadas.  Ele desmente as afirmações de que no Druidismo não se comemoram os oito festivais da roda, bem como mostra o erro grave que alguns pseudo-pagãos estão cometendo,  celebrando os festivais pelas datas do Hemisfério Norte aqui no sul.
Mario Martinez



“Desde o Iluminismo, a nossa cultura tem vindo a projetar a mensagem de que a vida é linear, de que nascemos, envelhecemos e morremos, e tudo acaba aí. A velha mensagem do caráter cíclico da vida, da vida enquanto ciclo e espiral (que a Humanidade já conhecia desde o início dos tempos e cujos símbolos foram gravados em pedras um pouco por todo o mundo) foi substituída há alguns anos atrás pelo símbolo da linha a direito: a mundo-visão masculina, linear, científica que, por deformação, venera o progresso e o cumprimento de objetivos acima da sabedoria e da compaixão. Um dos resultados provocados por esta mudança, na nossa consciência coletiva, de uma concepção circular da vida para uma sua concepção linear, foi o desligar das almas de muita gente em relação a uma das fontes espirituais mais nutritivas: o reino da Natureza.

Quando conheci o antigo Chefe Druida,  Nuinn, ele falou-me de um caminho que nunca cortara os seus laços com a Natureza, e que transmitia um sentimento de imanência do divino em todas as coisas.  Com efeito, quando junto todas as explicações que o meu professor me deu (muitas vezes num café que ficava por baixo do seu escritório de West Kensington, em Londres), consigo revê-lo junto de mim a falar-me do esquema das festas religiosas da seguinte forma:

‘Pensa na tua vida e nos respectivos acontecimentos. Coloca-os numa linha com o teu nascimento numa ponta e a morte na outra’,  diz ele, curvando-se sobre a mesa na minha direção, segurando numa faca para ajudar a ilustrar as suas palavras.  ‘E aqui tens uma linha isolada, que começa e termina no vazio. Existem outras linhas que podem estender-se em paralelo com a tua, colidir com ela ou atravessá-la, mas todas elas terminarão como começaram: com nada’.  Depois faz uma pausa e olha para mim encolhendo os ombros, acrescentando:  ‘Mas ambos sabemos que a vida não é bem assim: sabemos que a morte é seguida pelo renascer, tal como nos comprova o renascer da vida que ocorre na Primavera e, se tivermos sorte, vemos isso também quando procuramos no fundo da nossa memória. Por isso, a vida é assim’,  conclui, apontando para o prato,  ‘e não assim!’,  exclama, pousando a faca num gesto teatral, enquanto as pessoas das outras mesas começam a olhar para nós.

Depois, vai descrevendo círculos com o dedo no interior do prato, dizendo: ‘Nascemos, envelhecemos e morremos’,  e depois, continuando a descrever esses movimentos:  ‘Nascemos, depois vivemos a infância, depois a juventude, depois envelhecemos e mais tarde morremos’  e vai repetindo os círculos, até que de repente chega o garçom para nos servir.

‘O que é que está no centro deste círculo?  O quê ou quem é responsável por este movimento circular?’,  pergunta-me.  O meu pensamento fica em branco por alguns instantes.  ‘O que está no centro desta roda?  Quem ou o quê é responsável pelo seu girar?’

Nessa altura compreendo:  ‘A minha alma!  A minha verdadeira identidade, que perdura em todas as minhas vidas!’

‘Exatamente’,  responde ele, colocando um pouco de manteiga no centro do prato de espaguete, para assinalar o lugar da minha alma.

‘Agora esqueçamo-nos do indivíduo’,  prossegue,  ‘e olhemos para o mundo’. As estações do ano são claramente cíclicas: sucedem-se umas às outras, inexoravelmente. Por isso podemos dispô-las num círculo, o círculo do ano.  O mesmo acontece com os dias: cada dia nasce de madrugada, atinge o seu ponto alto ao meio-dia e depois começa a escurecer, dando lugar à noite, altura em que morre, renascendo depois na madrugada seguinte’.  Nessa altura, volta a fazer movimentos circulares com o dedo na orla do prato, desta vez com mais destreza para evitar os pedaços de comida.

‘O círculo do ano e o círculo do dia têm afinidades: o Inverno é como a morte da noite, quando tudo fica quieto. A Primavera é como o nascer do dia, quando os pássaros acordam e louvam o céu. O Verão é como o meio-dia, uma altura de calor máximo e em que o crescimento é maior.  E o Outono é como o fim da tarde, pois até mesmo as suas cores se parecem com as do pôr-do-sol. Temos assim os dois ciclos da Terra em sintonia. O quê ou quem pensas tu que controla o girar desta roda?’,  pergunta-me então, aproveitando finalmente a oportunidade para começar a comer e divertindo-se com o fato de também ter de desenvolver movimentos circulares para enrolar o espaguete no garfo (operação que, naturalmente, escolhe fazer no centro do prato).
Novamente, o meu pensamento fica em branco por instantes.  ‘O Deus e a Deusa?’,  inquiro.

‘Hummm...  Está bem, sim, a Divindade está no centro e é a causa de tudo. Mas aquilo que provoca especificamente o ciclo do dia e as estações do ano é o sol. É ele que faz girar a roda’.

Inclinando-se então para a frente, olha-me fixamente por um momento, antes de me colocar a pergunta seguinte:  ‘E que ligação julgas existir entre o teu ciclo’,  explica, apontando para o meu prato,  ‘e o ciclo da Terra?’,  conclui, apontando para o dele.

De início não consigo ver qualquer ligação: parecem-me estar os dois tão separados quanto os nossos pratos de espaguete. O Chefe Druida descreve então mais uma vez um círculo com os dedos na orla do seu prato.

‘Nascimento, morte, renascimento.  Solstício de Inverno,  a noite mais longa. Irá o Sol renascer?  Sim!  E aqui, do lado oposto,  no Solstício de Verão está na sua máxima força: é a altura do dia mais longo’.  Apontando para o rebordo do meu prato mais próximo de si, continua depois a explicação:  ‘Aqui nasces, encarnas como uma faísca de luz,  e aí desse outro lado do teu prato estás no auge da tua vida’.  Depois, agarra subitamente no frasco de pimenta, polvilhando ambos os lados do meu prato com um pouco desse condimento.  ‘Verão e Inverno’  diz,  colocando em seguida mais pimenta noutros dois lados opostos do meu prato, após o que explica:  ‘Primavera e Outono’.  E prossegue,  apontando para cada uma das marcas:  ‘Aqui vemos a forma como os ciclos da tua vida e os da Terra estão interligados.  A Primavera corresponde à época da tua infância, o Verão à fase mais jovem da idade adulta, o Outono à tua fase madura e o Inverno à tua morte.  E no centro da roda da tua vida está a tua alma,  tal como no centro da roda da Terra está o Sol’.

Procura na mesa algo mais que possa usar até que, triunfante, atira uma colherada de queijo parmesão para o centro do meu prato de espaguete, que já ia na metade.  ‘O Sol é a tua alma!  Agora talvez compreendas o porquê de o Sol ser tão reverenciado no Druidismo e na Wica’.

Nessa altura dou por mim a ter um daqueles momentos de extrema lucidez em que todas as peças parecem encaixar-se e fazer sentido embora, com um pensamento mais distraído, não conseguisse provavelmente aperceber-me de todas aquelas ligações.

‘É talvez por isso que certa vez alguém escreveu que os antigos druidas acreditavam que a origem das almas estava no Sol’,  prossegue o meu mestre. ‘Segundo esse autor, acreditavam também que, entre cada vida, as nossas almas iam para a Lua descansar até às nossas últimas três encarnações na Terra, em cujos intervalos podíamos descansar no centro do Sol, junto daqueles seres solares dourados que conduzem os destinos do nosso planeta’.


A Roda

Foi assim a minha introdução ao esquema óctuplo subjacente ao Druidismo e, na realidade,  a toda a tradição pagã ocidental, da qual o Druidismo é uma manifestação e a Wica outra. Tanto os druidas como os wicanos celebram as oito festas religiosas presentes neste esquema, tendo sido, na realidade,  Nuinn e Gerald Gardner que o introduziram  (bem como muitas das versões modernas dos rituais das respectivas festas)  no Paganismo durante as décadas de 1950 e 1960.

O esquema baseia-se na profunda e misteriosa ligação entre a fonte das nossas vidas individuais e a fonte da vida do Planeta, reconhecendo oito períodos particulares durante o ciclo anual que são muito significativos e marcados por observâncias especiais.

Desses períodos, quatro são de caráter astral (diretamente associados à posição do sol no céu), enquanto os outros quatro se encontram relacionados com a vida da terra e as fases da lua.  Se associarmos o sol ao princípio masculino e a lua ao feminino, verificaremos que este esquema oferece um conjunto equilibrado de ligações entre as observâncias correspondentes a um e a outro desses princípios. As de caráter solar são aquelas que a maioria das pessoas associa aos druidas da atualidade (com destaque para as cerimônias de solstício de Verão em Stonehenge). Nos solstícios, o sol é adorado no ponto da sua morte aparente, no dia em que começa o Inverno, e no auge da sua força, ao meio-dia, no primeiro dia do Verão (o mais longo de todo o ano). Nos equinócios, existe um equilíbrio entre dia e noite, sendo que, no da Primavera, a força do sol está crescendo e festejamos a época da sementeira e da preparação para as dádivas do Verão, enquanto que no de Outono, embora o dia e a noite tenham também a mesma duração,  a força do astro-rei está a decrescer e é altura de agradecermos as dádivas das colheitas e de nos prepararmos para a escuridão do Inverno.

Para além dessas quatro festas de caráter solar, existem ainda quatro datas do ano que eram e são consideradas sagradas. Trata-se das épocas associadas ao ciclo de vida do gado,  mais do que à agricultura.  Por não corresponderem a um momento específico da posição dos astros no céu,  o dia da sua celebração não é fixa, podendo variar de acordo com as circunstâncias locais. Atualmente, dada a nossa localização geográfica (e também os recentes efeitos do aquecimento global),  estas quatro celebrações sazonais podem ocorrer em alturas diversificadas, além de que quem vive o Hemisfério Sul tem de trocar as datas das oito festas,  já que as estações do ano nessas paragens são inversas às do Hemisfério Norte.

No Samhain, sacrificam-se as cabeças de gado para as quais não havia comida armazenada em quantidade suficiente para que pudessem sobreviver ao Inverno.  Após o abate, a sua carne era salgada e armazenada.  No Imbolc, assinalava-se o nascimento das crias dos ovinos.  Seguia-se o Beltane,  tempo de acasalamento e de passar o gado pelo meio de duas fogueiras, para sua purificação. Por fim, no Lughnasadh, havia uma ligação entre o ciclo do gado e o da agricultura:  começavam as colheitas e o armazenamento de alimentos para os humanos e forragem para os animais.

Em conjunto, ambos os festivais que acabamos de enumerar representam a nossa total interligação com a Terra,  a Lua e o Sol,  e os reinos animal e vegetal.

Quando analisarmos estas festas com maior detalhes nas páginas seguintes, veremos até que ponto a vida da nossa mente se encontra interligada com a do nosso corpo, bem como com a vida do nosso planeta e a do Sol e da Lua (uma vez que a época correspondente a cada uma das datas em questão assinala uma potente e notável conjugação de tempo e de espaço).

Olhando para o ciclo completo, começamos no Samhain.  Segundo muitos autores acreditavam até há algum tempo atrás, tratar-se-ia de uma festa que, antigamente, assinalava a passagem de ano celta.  Do ponto de vista histórico, neste momento essa análise parece estar incorreta, não deixando, contudo, aqueles que nela participam de sentir uma mudança no ciclo de vida do ano.  De alguma forma, experimenta-se uma sensação de morte deste, surgindo depois o seu renascimento apenas no solstício de Inverno, altura em que os especialistas  da  atualidade  acreditam  que  o  ano novo era, de fato, celebrado  (1).

O Samhain era um tempo de ausência de tempo:  a sociedade celta, tal como todas as sociedades antigas, era altamente estruturada e organizada, pelo que todos sabiam qual o seu lugar. Mas, para que essa ordem fosse psicologicamente confortável, tinha de haver também uma altura em que a ordem e a estruturação eram abolidas, um  tempo em que o caos podia reinar. E essa altura era o Samhain: o tempo era abolido durante os três dias em que durava a festa, e as pessoas cometiam atos que seriam impensáveis durante o resto do ano:  homens vestidos de mulheres e mulheres vestidas de homens, os portões das fazendas eram retirados das dobradiças e jogados ao chão, os cavalos de uma pessoa eram levados para os campos de outra e as crianças iam de porta em porta pedindo comida, o que explica o costume do Halloween de ameaçar com travessuras os donos das casas que não as oferecerem.

Não obstante, por detrás desta loucura aparente, existe um mistério mais profundo: os druidas acreditam que esta época do ano tem uma qualidade especial:  enquanto uma grande parte do mundo vegetal parece morrer com o aproximar da estação do Inverno (e também com o cair da noite, no caso dos dias),  o véu entre o nosso mundo e o dos nossos antepassados parece abrir-se e,  para aqueles que estiverem preparados, é possível viajar então em segurança para o “outro lado”.  O ritual druídico de Samhain diz assim respeito ao estabelecimento de contato com os espíritos daqueles que já partiram, que são vistos como fonte de aconselhamento e inspiração e não como fonte de receio e pavor.  A lua nova, época em que este satélite da Terra não é visível no céu, é a fase em que a festa é celebrada, dado que representa uma época em que a nossa vista de mortais necessita de ser obscurecida de modo a que o possamos ser para outros mundos.  Os mortos são homenageados e celebrados, não na qualidade de mortos mas sim como espíritos vivos de entes queridos e guardiães do saber primordial da tribo.

A festa seguinte deste ciclo é o solstício de Inverno.  Trata-se do tempo da morte e do renascimento.  O Sol parece estar abandonando-nos completamente quando  chega  a  noite mais longa.  Ligando  a  nossa  jornada  

(1)  Ver  R. Hutton,  Stations of the Sun – The History of the Ritual Year in Britain, Oxford University Press, 1996.
interior ao ciclo anual, as palavras desta cerimônia escritas por  Nuinn  dizem-
nos para  “Afastar tudo aquilo que impeça o aparecimento da luz”.  Na escuridão,   deitamos   fora   todos  os  detritos  que  trazemos  conosco  e  que
representam aquilo que tem estado a impedir o nosso desenvolvimento, acendendo depois um lampião com a ajuda de pedras de sílex, o qual é elevado sobre o bastão druídico, a leste.  O ano renasce e começa um novo ciclo, que atingirá o seu ponto alto na época do solstício de Verão, antes de regressar novamente ao local da morte e do renascimento.

Embora pela leitura da Bíblia possamos depreender que Jesus nasceu na Primavera, não terá sido por mero acaso que a Igreja dos primeiros tempos escolheu fazer coincidir os festejos do seu nascimento com a época do solstício de Inverno, pois trata-se, sem dúvida, de uma época em que a luz penetra na escuridão do mundo.  Vemos assim, novamente, a construção das tradições cristãs ser feita com base em crenças mais antigas.

Hoje em dia, muita da nossa cultura secularizada assinala apenas um ponto importante ao longo do ano, que é o período do Natal e Ano Novo.  Mas o Druidismo e a Wica tem oito, o que significa que, aproximadamente de seis em seis semanas, é-nos dada a oportunidade de quebrarmos a monotonia da vida quotidiana e honrar o conjunto de tempo e espaço.

A festa seguinte é o Imbolc.  Embora se possa pensar nesta data como algo que fica a meio do Inverno, esta festa constitui na realidade a primeira de três celebrações de caráter primaveril, dado que é a época do degelo e da limpeza dos galhos caídos e outros detritos trazidos pelas tempestades invernais. E um tempo em que sentimos o primeiro sinal da Primavera e em que as crias das ovelhas nascem.  A correspondente cristã a esta festa é a Candelária.  Ao longo de vários anos, sucessivos Papas tentaram acabar com as procissões de velas acesas que percorriam as ruas de Roma nessa época. Mas, ao verem que não conseguiam acabar com este costume pagão, sugeriram à população que levasse as suas velas para o interior das igrejas, onde passariam a ser benzidas pelos padres.

O tempo avança e,  pouco depois, chegamos ao equinócio de Primavera, em que o dia e a noite duram o mesmo tempo e no qual a força da luz aumenta diariamente. Situado no centro das três festas primaveris, assinala os sinais mais reconhecíveis daquela estação do ano, nomeadamente, o aparecimento das flores e o início das sementeiras com mais tempo a elas dedicado. Como ponto de desenvolvimento psicológico das nossas vidas, assinala o período final da infância (cujo início corresponde ao Imbolc, digamos que mais ou menos até os sete anos de idade).  Estamos na Primavera das nossas vidas, e as sementes que plantamos na época de nossa infância do Imbolc irão, idealmente, florir a partir do tempo da adolescência do Beltane como capacidades e poderes que nos ajudarão a viver as nossas vidas com arte e sucesso.

Beltane assinala então o tempo da nossa adolescência e início da idade adulta. A Primavera está no auge, e acende-se pares de fogueiras, pelo meio das quais se conduz o gado após este ter passado muito tempo fechado durante os meses de Inverno e início da Primavera.  Aqueles que querem ter filhos saltam essas mesmas fogueiras.  Quando eu era jovem, a Ordem festejava o Beltane no Tor de Glastonbury. A união entre o masculino e o feminino encontra-se simbolicamente representada naquela paisagem, através do poço de  Chalice Well (princípio feminino) e da elevação do Tor (princípio masculino).  Deparamo-nos com o mesmo tema nos festejos do Dia de Maio na Inglaterra, em que a dança à volta do Mastro de Maio festeja a fertilidade da terra, sugerindo-nos estarmos perante uma reminiscência das danças rituais em círculos que poderão ter tido lugar nos círculos de pedras nos tempos antigos, nesta estação do ano em que a vitalidade está crescendo.

E assim chegamos à altura do solstício de Verão.  É a época do dia mais longo, quando a luz aparece na sua força máxima, e também aquela em que os druidas realizam sua cerimônia mais complexa. Começando à meia-noite do dia do solstício. É feita uma vigília ao longo de toda a noite, com os participantes sentados ao redor da fogueira.

Seis semanas depois, chega o Lughnasadh, que assinala o início do período de colheitas. O feno já foi colhido e é chegada a época de ceifar o trigo e o centeio.  Antigamente, esta era uma época de reunião, de concursos, jogos e casamentos. Os casamentos celebrados nessa época poderiam ser anulados um ano depois, novamente na época desta festa, o que permitia ao casal dispor de um “período experimental” adequado.  Em alguns locais, uma roda em chamas era atirada por uma colina abaixo, simbolizando a descida do ano em direção ao Inverno.  A versão cristã desta festa chama-se,  na Grã-Bretanha,  Lammas (nome que deriva de blafmasse, ou “massa de pão”,  dado que eram feitas oferendas de pão feito com o trigo novo).

O equinócio de Outono constitui-se na segunda das festas ligadas às colheitas e assinalando o final desse período.  Mais uma vez, o dia e a noite voltam a estar equilibrados, como acontece nos equinócio de Primavera, mas rapidamente as noites passarão a ser cada vez maiores e o Inverno não tarda a chegar”.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Wicca - Filhas da Deusa - Ritual Samhain

Grandes Vlogs - Diabo

SUMMERLAND


 Summerland é um termo geralmente empregado na wicca como referencia ao outro mundo para o qual as almas dos mortos se encaminham após a vida física.

Pode ser visto como uma espécie de paraíso pagão não muito diferente dos conhecidos ALEGRES CAMPOS DE CAÇA de algumas tradições dos nativos norte americanos. 
O summerland dos wiccanos existe no plano astral e é experimentado de modos diferentes por cada individuo, de acordo com a vibração espiritual que ele leve a esse plano de existência.

O período em que alguém permanece em summerland depende da habilidade do individuo de libertar e retomar o material que a alma carrega vida após vida, o que pode fazer com que essa alma renasça na dimensão física.

A existência em summerland permite a um individuo a oportunidade de estudar e compreender as lições da vida anterior e como estas se relacionam com outras vidas já passadas.
Na teologia wiccana, este é conhecido como um período de descanso e recuperação.

Uma vez encerrado este período de tempo, o plano elemental começa a atrair o individuo para o renascimento em qualquer dimensão que se harmonize com seu á sua natureza espiritual naquele momento. 
A alma a reencarnar é então submetida ao plano das forças e pode ser atraída pelo vértice de uma união sexual em curso na dimensão física.
Segundo os ensinamentos misteriosos, um aborto natural ou natimorto indica uma alma que não mais precisava retornar a dimensão física, necessitando apenas uma breve imersão em matéria densa para equilibrar as propriedades elementais etéreas necessárias a seu corpo espiritual.

A outra razão para tais ocorrências é que os pais precisavam aprender a lição da perda para a própria evolução espiritual, caso no qual isso foi possibilitado por uma alma que não necessitava mais de uma existência física.

Os serviços dessas almas elevadas é geralmente notado não só nesses cenários, mas também nos ensinamentos acerca da reencarnação de avatares como "Jesus" ou "Buda". 

sábado, 11 de junho de 2011

O QUE SÃO SABBATHS




Existem oito datas principais na Wicca, conhecidas como Festivais ou SABBATHS(Sabás). 
Nos Festivaisas(os) Bruxas(os) fazem Rituais de adoração e agradecimento aos Deuses.                                                                                               Uma vez por mês, durante a Lua Cheia, nós também nos reunimos nos chamados Esbás.
 Esses encontros são usados para se discutir assuntos referentes ao grupo, para a realização de Feitiços e Rituais extraordinários, bem como para estudos e realização e exercícios de relaxamento, visualização, etc.

 Um Coven, deve ser como uma grande família, portanto ele também pode se reunir, para passear, viajar, ir ao cinema, ao futebol, simplesmente para jogar conversa fora, ou para Obras de Melhoria do nosso Planeta, como por exemplo trabalhos em prol da Ecologia, dos animais, dos Direitos das Pessoas Humanas, ou de Pessoas Carentes. A Roda do Ano - Representada pelos Oito Sabás, tem por objetivo, sincronizar a nossa energia com as Estações do Ano, ou seja, com os ciclos do Planeta Terra e o Universo.
 Ela descreve o Caminho do Sol durante o ano, representando as várias faces do Deus: Seu nascimento, crescimento, união com a Deusa, e finalmente seu declínio e morte.
 Da mesma forma que o Sol nasce e se põe todos os dias, e da mesmaforma que a Primavera faz a Terra renascer após o Inverno, o Deus nos ensina que a Morte é apenas um ponto no Ciclo Infinito de nossa evolução, para podermos renascer do Útero da Mãe.

Entreterimento.

A Regra que seguimos.



A Lei e o compromisso sacerdotal dos wiccanos, que se encaia a quase todas as pessoas que tem o minimo de bom senso.


Apesar da grande sacerdotisa Doreen Valiente, ter dito que desconhecia o real significado dado por Gardner a esta lei, indicando inclusive que ele usou a expressão em um momento específico de um RITUAL e que ela não concebia uma lei que fosse exclusiva para bruxos, há não só uma interpretação como uma ação que permite ao individuo submeter-se a esta lei com exclusividade, dando a ela outro enfoque que não somente a responsabilidade por suas ações, mas um mecanismo de ampliação de suas capacidades mágicas e pessoais além de um maior compromisso e responsabilidade quanto às crenças Wiccanas. Não entendeu nada? Vou explicar.

Quando caminhamos rumo a uma iniciação não apenas desenvolvemos nossas habilidades mágicas e percepções como nos desfazemos de muitas crenças, manias, desejos e características. Permitimos que nossas máscaras caiam ou sejam arrancadas, testamos nosso empenho e vivenciamos momentos que vão do desespero ao êxtase. Tudo pelo que passamos tem como objetivo nos preparar para o seriíssimo compromisso de nos tornamos sacerdotes.

Neste momento, onde alcançamos maturidade nas práticas e capacidade pessoal, quando nossas crenças estão enraizadas, nossos objetivos bem desenvolvidos e, grande parte de nossas dúvidas existenciais sanadas, assumimos para a nossa vida a manutenção de um culto ancestral e o compromisso de nos tornamos um elo entre este mundo e o mundo além.

Assim sendo magicamente existe a possibilidade e como sacerdotes, estamos preparados para nos submetermos a diferentes “leis” ou “enredos energéticos” onde estipulamos ações mágicas que podem agir ao longo de nossa vida. Cada caminho/tradição possui seus mecanismos, egrégoras e afins que favorecerão ou limitarão seus sacerdotes de acordo com suas regras estruturais.

A Lei tríplice pode tranquilamente fazer parte disto e normalmente faz por isso o nome bonitinho. Ao determinar para ela a função de agir na vida do sacerdote como um ampliador de suas ações e logicamente das conseqüências, o sacerdote com exclusividade dará a então comum lei do retorno outro significado, outra função inserida magicamente por sua vontade e compromisso.

Deste modo quando o sacerdote trabalhar em prol de um objetivo qualquer, ele possuirá a capacidade de ampliar seu poder seja por três, por vinte ou por mil através dessa “lei”, e com isso ele terá condições de obter melhores resultados atentando-se claro a sua responsabilidade e capacidade pessoal de lidar com as conseqüências dessas ações ampliadas.

Gerei mais dúvidas ou consegui dar um direcionamento melhor na compreensão da lei? Vamos unir agora as duas interpretações? 


Esse artigo visa esclarecer da melhor forma possível esta Lei abordando suas interpretações comuns e principalmente transmitindo um pouco do conhecimento pessoal absorvido ao longo dos anos. Se você está começando a estudar a WICCA agora, talvez tenha ainda um pouco de dificuldade para compreender certos termos utilizados ao longo do texto, não desanime, pesquise um pouco ou me envie um e-mail com quaisquer dúvidas e lhe ajudarei.

Diz-se da lei: “Tudo aquilo que fizer retornará a você nesta vida triplicado de três a sete vezes."
 (assim que você tem o conhecimento disso).

Esta lei vem sendo debatida há muitos anos na comunidade Wiccana, principalmente porque com o crescimento desordenado da religião muitos grupos foram atribuindo aleatoriamente significados e interpretações distintas a lei, tornando-a ora muito lógica ora absurda. Existem duas interpretações que se complementam que são para mim um ponto chave para compreender a lei, vou comentar cada uma abaixo.

A Lei e sua simbologia.

O número três possui um significado simbólico ligado aos processos primários da vida onde todo ciclo começa, se desenvolve e termina. Dentre as trindades mais comuns temos: Físico-Mental-Espiritual; Jovem-Mãe-Anciã; Criança da promessa-Caçador-Senhor da morte; Renascimento-vida-morte; Terra-Céu-Mar; Positivo-Neutro-Negativo; e etc.

Muitas culturas e religiões enxergam neste número um poder ligado à criação e manutenção da vida, aqui vou chamá-lo de “mistério da triplicidade”. Você pode percebê-lo ao estudar a mitologia e liturgia de algumas religiões, como, por exemplo: Os mitos de Ísis, Osíris e Hórus, ou então os de Deméter, Hades e Perséfone e talvez caso você venha de uma cultura cristã seja mais fácil enxergar este mistério analisando a trindade Deus Pai, Espírito Santo e Jesus, mesmo que essa trindade não corresponda ao PAGANISMO , a idéia central cristã mostra a triplicidade ligada a geração da vida assim como nos ensinamentos pagãos.

Eu não sei até que ponto Gerald Gardner ao transmitir seus ensinamentos sobre a lei tríplice de fato a focou neste mistério, todavia creio que sendo quem era não me admira que ele tenha inventado este termo com tal intuito. Partindo disto tal lei torna-se não apenas uma chamada a nossa consciência quanto à responsabilidade que precisamos ter sobre nossos atos, mas também é um ponto de reflexão sobre a influência de nossas ações nos ciclos da vida.

Na WICCA aprendemos que a liberdade é importantíssima para o nosso desenvolvimento, quando falamos em leis alguns não compreendem e por algum motivo consideram essas regras castradoras de suas liberdades, com isso as negligenciam e/ou deturpam. Agir assim, ao menos pra mim, demonstra falta de maturidade e profundidade no estudo e vivencia da fé Wiccana. Digo isto por que ao compreender as leis que regem o universo e os mistérios que envolvem nosso ‘poder bruxo’ agir corretamente perante essas elas tende a nos libertar cada vez mais dando-nos ainda mais poder de ação, seja na magia seja no culto.

A lei tríplice, portanto, equivale à universal “lei do retorno” ou “lei da causa e efeito” onde nossas ações sempre geram reações. Porém nessas leis o retorno é equivalente, não existe nenhum mecanismo que propicie uma ampliação desse retorno como a lei tríplice supõe. Então como a compreender? Por que é dito que o retorno se dará triplamente? Uma interpretação inicial diz que ao levar em conta a simbologia do número três esse retorno é triplo porque pode e invariavelmente vai nos atingir em diferentes graus. Ou seja, pode nos atingir quando formos JOVENS , maduros ou velhos, pode nos atingir no físico, no emocional ou no ESPIRITUAL (ou nos três casos) e assim sucessivamente, enfim, nos atingirá de alguma forma na totalidade de possibilidades.

Nisto outras leis/crenças Wiccanas surgem e agem paralelamente a lei tríplice como a crença da Grande Teia/Rede. Mas será que acaba por ai? Será que a lei tríplice é apenas uma forma bonita de dizer que o retorno se dá em diferentes graus e possibilidades? Pra mim não, isso é só o começo...
porem acho que é tudo por hoje.

Verdades... Quase Universais.

Nós não somos maus.

Nós não prejudicamos ou seduzimos muito as pessoas.

Nós não somos perigosos, quando somos amigos.

Nós somos pessoas normais como você.

Nós temos famílias, empregos, esperanças e sonhos.

Nós não somos um culto satanico.

Esta religião não é uma piada.

Nós não somos o que você acha que somos quando vê TV.

Nós somos reais.

Nós Rimos e Choramos.

Nós somos sérios, mas também temos senso de humor.

Você não precisa ter medo de nós.

Nós não queremos converter você.

E por favor não tente nos converter.

Apenas nos dê o mesmo direito que nós damos a você: Viver em Paz.

Nós somos muito mais similares a você do que você imagina.


Os Valores Matrifocais da Wicca.


As grandes religiões atuais são baseadas em figuras e princípios masculinos.
Deus, sacerdotes, teólogos e a maioria dos santos, profetas e iluminados são homens ou são figurados como homens.

Grandes religiões como a Cristã, Islâmica e Judaica confrontam-nos com uma longa sucessão de figuras paternas e de valores patriarcais. Esta ênfase do masculino estende-se a todos os domínios da sociedade ocidental:
A inteligência analítica, o raciocínio linear, a frieza e o controle de sentimentos, a força física, a capacidade de domínio são valores mais considerados do que a intuição, a beleza, a compreensão e a capacidade de exprimir e partilhar sentimentos.

Durante séculos ou mesmo milênios, sobretudo na civilização judaico-cristã, os valores femininos foram relegados para um segundo plano, chegando mesmo a serem identificados com o mal, com o demônio. Esta situação deixou as pessoas, principalmente nos países protestantes, cujas Igrejas não incluem o culto de Maria ou dos santos, sem uma referência feminina, sem algo que defendesse, apoiasse e permitisse a expressão dum conjunto de sentimentos que dificilmente se encaixa numa religião patriarcal.

A sociedade Celta era Matrifocal, isto é, o nome e os bens da família eram passados de mãe para filha.
Homens e mulheres tinham os mesmo direitos, sendo a mulher respeitada como Sacerdotisa, mãe, esposa e guerreira, participando das lutas ao lado dos homens.

O culto da Grande Mãe e do Deus Cornífero predominaram nas regiões da Europa dominadas pelos Celtas, até a chegada dos romanos, que praticamente dizimaram as tribos Celtas, que já estavam sofrendo com a influência do patriarcado. Porém, em muitos lugares, a religião da Grande Mãe continuou a ser praticada, pois havia certa tolerância por parte dos romanos, chegando certos ramos da BRUXARIA a incorporar elementos do Panteão Greco-Romano, especialmente na BRUXARIA Italiana.

É importante perceber que não somente entre o povo celta os valores matriarcais eram trabalhados, mas em praticamente todos os povos do passado a mulher era vista como sagrada, a capacidade de gerar filhos, de se purificar todos os meses através da menstruação, sua sensibilidade, sua coragem em proteger seus filhos e maridos... As mulheres tinham um papel de destaque no comando da casa, nas atividades dentro de seus lares os homens agiam de acordo com o que elas estipulavam, o respeito prevalecia, o homem e a mulher do passado viviam em igualdade de valores, cada um tendo suas obrigações e organizando suas famílias e tribos, não havia esse desequilíbrio, ninguém era melhor ou mais sagrado, ambos eram essenciais à vida.

Foi somente na Idade Média que a BRUXARIA foi relegada às sombras com o domínio da Igreja Católica e a criação da Inquisição, cujo objetivo era eliminar de vez as antigas crenças, que eram uma ameaça a um clero muito mais preocupado em acumular bens e riquezas do que a propagar a verdadeira mensagem de Jesus.

O PAGANISMO propõe-se a recuperar a complementaridade entre homem e mulher, entre macho e fêmea, simbolizado no Deus e na Deusa, que não são superiores um ao outro, mas que se complementam. Dentro doPAGANISMO a WICCA dá à Deusa um papel preponderante, quer nas suas práticas quer nos seus mitos, criando assim o seu principal símbolo e mostrando a sua importância fundamental quer para as mulheres quer para os homens.

O credo das Bruxas


Apresentamos abaixo duas versões do Credo das Bruxas, poesia litúrgica ESCRITA pela Sacerdotisa Doreen Valiente para expressar as crenças básicas e comportamentos idealizados pelos seguidores da Religião.
Observe a forma de Doreen descrever de forma sutil crenças e práticas Wiccanas.

Versão Original em Inglês:


The Witches Creed

Hear now the words of the witches,
The secrets we hid in the night,
When dark was our destinys pathway,
That now we bring forth into light.

Mysterious water and fire,
The earth and the wide-ranging air,
By hidden quintessence we know them,
And will and keep silent and dare.

The birth and rebirth of all nature,
The passing of winter and spring,
We share with the life universal,
Rejoice in the magical ring.

Four times in the year the Great Sabbat
Returns, and the witches are seen
At Lammas and Candlemas dancing,
On May Eve and old Halloween.

When day-time and night-time are equal,
When sun is at greatest and least,
The four Lesser Sabbats are summoned,
And Witches gather in feast.

Thirteen silver moons in a year are,
Thirteen is the COVENS array.
Thirteen times at Esbat make merry,
For each golden year and a day.

The power that was passed down the age,
Each time between woman and man,
Each century unto the other,
Ere time and the ages began.

When drawn is the magical circle,
By sword or ATHAME of power,
Its compass between two worlds lies,
In land of the shades for that hour.

This world has no right then to know it,
And world of beyond will tell naught.
The oldest of Gods are invoked there,
The Great Work of magic is wrought.

For the two are mystical pillars,
That stands at the gate of the shrine,
And two are the powers of nature,
The forms and the gorces divine.

The dark and the light in succession,
The opposites each unto each,
Shown forth as a God and a Goddess:
Of this our ancestors teach.

By night hes the wild winds rider,
The Hornd One, the Lord of the Shades.
By day hes the King of the Woodland,
The dweller in green forest glades.

She is youthful or old as she pleases,
She sails the torn clouds in her barque,
The bright silver lady of midnight,
The crone who weaves spells in the dark.

The master and mistress of magic,
Thet dwell in the deeps of the mind,
Immortal and ever-renewing,
With power to free or to bind.

So drink the good wine to the Old Gods,
And Dance and make love in their praise,
Till Elphames fair land shall receive us
In peace at the end of our days.

And Do What You Will be the challenge,
So be it Love that harms none,
For this is the only commandment.
By Magic of old, be it done!
(Doreen Valiente, "Witchcraft For Tomorrow" pp.172-173)


Versão da Tradução para o português:



O credo das Bruxas


Ouça agora a palavra das Bruxas, 
os segredos que na noite escondemos,
Quando a obscuridade era caminho e destino,
e que agora à luz nós trazemos.

Conhecendo a essência profunda,
dos mistérios da Água e do FOGO ,
E da TERRA e do AR que circunda,
manteve silêncio o nosso povo.

No eterno renascimento da Natureza,
à passagem do Inverno e da Primavera,
Compartilhamos com o Universo da vida,
que num Círculo Mágico se alegra.

Quatro vezes por ano somos vistas,
no retorno dos grandes Sabás,
No antigo Halloween e em Beltane, 
ou dançando em Imbolc e Lammas.

Dia e noite em tempo iguais vão estar, 
ou o Sol bem mais perto ou longe de nós, 
Quando, mais uma vez, BRUXAS a festejar, 
Ostara, Mabon, Litha ou Yule saudar.

Treze Luas de prata cada ano tem, 
e treze são os COVENS também, 
Treze vezes dançar nos Esbás com alegria,
para saudar a cada precioso ano e dia.

De um século a outro persiste o poder,
Que através das eras tem sido levado,
Transmitido sempre entre homem e mulher,
desde o princípio de todo o passado.

Quando o círculo mágico for desenhado,
do poder conferido a algum instrumento,
Seu compasso será a união entre os mundos,
na TERRA das sombras daquele momento.

O mundo comum não deve saber, 
e o mundo do além também não dirá,
Que o maior dos DEUSES se faz conhecer, 
e a grande Magia ali se realizará.

Na Natureza, são dois os poderes, 
com formas e forças sagradas,
Nesse templo, são dos os pilares,
que protegem e guardam a entrada.

E fazer o que queres, será o desafio,
como amar a um AMOR que a ninguém vá magoar.
Essa única regra seguimos a fio,
para a Magia dos antigos se manifestar.

nove palavras o credo das BRUXAS enseja:
sem prejudicar a ninguém, faça o que você deseja!

A relação da Bruxaria com o Mundo



A BRUXARIA orienta que os poderes mágicos são latentes a todas as pessoas, porém devido ao nosso modo de vida estes poderes se atrofiaram. O que BRUXARIA faz é desenvolver e ampliar esta força, assim como ensinar e auxiliar a providenciar uma atmosfera propícia na qual eles possam se manifestar.


Os Wiccanianos são praticantes de uma Religião baseada em uma crença e uma prática tão antiga quanto o próprio mundo, por isso muitas das práticas e ritos têm sido adaptados à realidade atual. Bruxos são pessoas das mais variadas idades, posição social e raça que têm em comum uma Religião voltada ao reencontro de um caminho ESPIRITUALharmônico com a TERRA e com as manifestações da natureza.



Os Wiccanianos são universalmente caracterizados pelo AMOR incondicional à natureza. Os pagãos acreditam que à volta da ligação com a natureza é o único caminho para uma vida harmônica e equilibrada, por isso todos os Ritos sagrados da BRUXARIA estão centrados nas Estações do Ano e fases lunares. 



Os Bruxos provavelmente são os precursores dos movimentos ecológicos e de inúmeros outros movimentos sociais que lutam e reivindicam igualdade entre os homens. A alegria e a satisfação de viver são as bases da Bruxaria, pois ela é uma Religião de AMOR e prazer que permite a manifestação da individualidade como é sentida, mas que também encoraja a responsabilidade social e ambiental. 



Os Bruxos não acreditam no dualismo de opostos absolutos do “bem contra o mal” (Maniqueísmo). A BRUXARIA ensina que todas as coisas existentes têm o seu próprio lugar e funções e que devemos nos empenhar em harmonizar todas as coisas. A BRUXARIA tem sua própria filosofia sobre a reencarnação e vida após a morte. Porém cada Bruxo pode ter sua própria filosofa sobre o assunto, pois a WICCA não estabelece uma obrigatoriedade de crença nisso ou naquilo sem variações.



Os dogmas são flexíveis. Um exemplo: Você precisa crer na Deusa e no Deus pra ser WICCANO , mas a forma como você vai trabalhar essa crença pode ter variações, sem que isso crie conflitos com o dogma original que é "crer nos deuses".



Os Bruxos acreditam que todos devem cultuar os DEUSES à sua própria maneira, pois não existem leis que exijam que os Wiccanianos sigam uma maneira prescrita de liturgia. Bruxos nunca comprometem seus filhos com a sua fé particular, pois acreditam que cada um deve seguir o seu próprio caminho. As crianças sempre são ensinadas a honrar sua família, amigos, a ter integridade, honestidade, a tratar a TERRA como sagrada e a amar e respeitar todas as formas de vida. 



O fanatismo é repudiado pelos pagãos, assim como o proselitismo é inadmissível. Bruxos nunca divulgaram sua Religião porta a porta. São extremamente discretos, pois acreditam que a aproximação à BRUXARIA deve resultar de uma escolha individual.



O movimento neopagão sempre cresceu e continua a crescer sem que para isso pessoas sejam abordadas ou aliciadas à tornarem-se pagãos.



A BRUXARIA cresce em todo mundo por que seu senso de liberdade, religiosidade e AMOR à natureza fundem-se dando abertura e compreensão ao verdadeiro sentido de ser.

METAS DA WICCA

Assim como qualquer Religião a Wicca tem metas...
São 13 que agora vou agora citar...


1. Conhecer a si mesmo.

2. Saber a sua arte.

3. Aprender e buscar conhecimento sempre.

4. Usar o que você aprendeu corretamente.

5. Manter o balanço (equilíbrio) de todas as coisas.

6. Manter suas palavras verdadeiras.

7. Manter seus pensamentos verdadeiros.

8. Celebrar a vida.

9. Alinhar você mesmo com os ciclos da TERRA .

10. Manter seu corpo saudável e forte.

11. Exercitar seu corpo, sua mente e seu espírito.

12. Meditar, relaxar e se controlar.

13. Honrar a Deusa e o Deus em todos os momentos.

Wicca, por Wiccanos


A WICCA é uma religião neopagã, mistérica, iniciática e sacerdotal que tem seu culto destinado a um casal divino cósmico, criador e imanente. Tornou-se conhecida por meio de Gerald Brusseau Gardner (1884-1964) que com os conhecimentos obtidos em diferentes sistemas ocultistas e ramificações de BRUXARIA desenvolveu e compilou aquilo que viria a se tornar as bases da religião.
As práticas da WICCA são baseadas em diferentes sistemas de crença, culto, cultura, organização e mistérios dos povos Europeus. A Religião da forma que a conhecemos hoje é nova, criada por volta da década de 50, mas a origem de sua estrutura é bastante antiga.
A religião celebra a vida e a morte por meio de festivais sazonais conhecidos como Sabás, neles os praticantes se reúnem para meditar, agradecer, dançar, encontrar amigos, prestar culto aos DEUSES , projetar desejos para o futuro e harmonizar corpo, mente e espírito. Além dos Sabás, que são relacionados aos ciclos solares, os Wiccanos se reúnem também nos ciclos lunares para enviar oferendas, agradecimentos, pedidos, para se conectar com as divindades, fazer consagrações e purificações e demais práticas comuns a religião.
Para entender a Religião WICCA e saber se ela é um caminho válido para você dedique muito tempo e esforço lendo sobre sua origem, história, estrutura e crenças, para que obtenha um conhecimento mínimo sobre a religião. Após isso, busque sacerdotes capacitados para lhe tirar dúvidas e direcionar qual é o melhor caminho que você pode seguir dentro da religião.
Seguem abaixo alguns trechos de livros, ressaltamos que não temos responsabilidade sobre a veracidade das informações e as disponibilizamos apenas como uma forma de ampliar as possibilidades de leitura sobre o assunto. Pedimos que ao utilizar qualquer informação do site em outros locais que citem as fontes.
“A WICCA é a continuação de uma tradição de mistérios muito antiga, que veio para o ocidente a partir de 4000 a.C., unindo-se aos cultos ainda existentes e sendo posteriormente assimilada pelos celtas durante sua vinda para a Europa”. (...) “Mas se quisermos encontrar as bases da Wicca, devemos procurá-las nos cultos Paleolíticos da Velha Europa, que se estabeleceram mais tarde entre os minóicos, os etruscos, os gregos e posteriormente os romanos”. [MARTINEZ, p. 17]
“Wicca é uma religião de veneração da Natureza e da Divindade, ambos contendo os aspectos femininos e masculinos. É encontrada nas raízes espirituais das crenças e práticas Européias pré-cristãs. Quando a WICCA veio a público pela primeira vez no inicio dos anos 50 através dos esforços de Gerald Gardner, ela foi retratada como remanescente do antigo culto de fertilidade Europeu. Os praticantes se referem à WICCAcomo a Antiga Religião. Ela também era conhecida como a Arte dos Sábios. Superficialmente a WICCA moderna parece ser um sistema folclórico de magia tradicional”. [GRIMASSI, p.294]
“Wicca (nome alternativo para a arte da feitiçaria moderna) é uma religião de natureza xamanístíca, positi¬va, com duas deidades reverenciadas e adoradas em seus ritos: a Deusa (o aspecto feminino e deidade ligada à antiga Deusa Mãe em seu aspecto triplo de Virgem, Mãe e Anciã) e seu consorte, o Deus Chifrudo (o aspecto masculino)”.[DUNWICH, p. 08]
“A WICCA é uma religião filosófica (com certeza), mas com fundamentos e bases inegáveis”. (...) “A WICCA é realmente a religiosidade que se fundamenta nos ciclos naturais da terra. Uma tentativa do resgate mesmo que em novos moldes da consciência pagã de outrora”. (...) “Assim, a WICCA tem seus RITUAIS e filosofia fundamentados nas práticas agrícolas, pastoris e de respeito à TERRA iniciadas no paleolítico e neolítico”.

MILLENNIUM p. 07 e 18].

DUNWICH, WICCA a Feitiçaria Moderna, São Paulo: Bertrand Brasil, 2001.

GRIMASSI, Raven. Enciclopédia de WICCA e Bruxaria, São Paulo: GAIA, 2004.

MILLENNIUM. “Wicca – A BRUXARIA saindo sãs Sombras”. São Paulo: Madras, 2004.
MARTINEZ, Mario. WICCA Gardneriana, São Paulo: GAIA, 2005.



Ocultista e, ocultismo.

Quando normalmente digo a alguem "Sou Ocultista" logo o que ouço eh...
"o que é um ocultista" o que um ocultista faz? e é o que vou responder agora...
 nos preceitos Normais...

Ocultismo é um conjunto de teorias e práticas cujo objetivo seria desvendar os segredos da natureza, do Universo e da própria Humanidade.
 O ocultismo trata de um tipo de conhecimento que está além da esfera do conhecimento empírico, o que é sobrenatural e secreto.
Não é aceito pela comunidade científica por não compartilhar de suas metodologias.
O ocultismo está relacionado aos fenômenos sobrenaturais, e as praticas, com auxilio de elementos da natureza para mudar o nosso mundo exterior...
No ocultismo... Temos Muitas vertentes (Tradições) religiões extras e tal...
aos poucos vou postar aqui, algumas que já tive a Honra de Praticar e/ou estudar....



Nas ciências ocultas, a palavra oculto refere-se a um "conhecimento não revelado" ou "conhecimento secreto", em oposição ao "conhecimento ortodoxo" (corriqueiro) ou que é associado à ciência convencional. 
Para as pessoas que seguem aprofundando seus estudos pessoais de filosofia ocultista, o conhecimento oculto é algo comum e compreensivel em seus símbolos, significados e significantes.
Este mesmo conhecimento "não revelado" ou "oculto" é assim designado, por estarem no escuro ou permanecendo nas raízes das culturas.
Originalmente no século XIX era usado por ter sido uma tradição que teria se mantido oculta à perseguição da Igreja, e da sociedade e por isso mesmo não pode ser percebido pela maioria das pessoas.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

O MAL EXISTE???



Durante uma conferência com vários universitários, um professor da Universidade de Berlim desafiou seus alunos com a seguinte pergunta: "Deus criou tudo que existe?

Um aluno respondeu valentemente: "Sim, Ele criou"...

O professor continuou, "Se Deus criou tudo, então Deus fez o mal! Pois o
mal existe, e partindo do preceito de que nossas obras são um reflexo de
nós mesmos, então Deus é mau."

O jovem ficou calado diante de tal argumento e o professor, feliz, se regozijava
de ter provado mais uma vez que a fé era um mito.

Outro estudante levantou a mão e disse: "Posso fazer uma pergunta, professor?"

"Lógico" foi à resposta.

O jovem ficou de pé e perguntou: "Professor, o frio existe?"

"Que pergunta é essa? Lógico que existe, ou por acaso você nunca sentiu frio?"

O rapaz respondeu: "De fato, senhor, o frio não existe. Segundo as leis
da Física, o que consideramos o frio, na realidade é a ausência de
calor. Todo corpo ou objeto é suscetível de estudo quando possui ou
transmite energia. O calor é o que faz com que este corpo tenha ou
transmita energia. O zero absoluto é a ausência total e absoluta de
calor. Todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio
não existe. Nós criamos essa definição para descrever como nos sentimos
se não temos calor."

"E, existe a escuridão?", continuou o estudante.

O professor respondeu: "Existe".

O estudante respondeu: "Novamente comete um erro, senhor, a escuridão
também não existe. A escuridão na realidade é a ausência de luz. A luz
pode ser estudada, a escuridão não! Até existe o prisma de Nichols para
decompor a luz branca nas várias cores que a compõe, com suas diferentes
longitudes de ondas. A escuridão não! Um simples raio de luz atravessa
as trevas e ilumina a superfície onde termina o raio de luz.

Como pode saber quão escuro está um espaço determinado? Com base na quantidade de luz presente nesse espaço, não é assim? Portanto a
escuridão é uma definição que o homem desenvolveu para descrever o que
acontece quando não há luz presente".

Finalmente, o jovem perguntou ao professor: "Senhor, o mal existe?"

O professor respondeu: "Lógico que existe, como disse desde o começo, é
só ler as manchetes: vemos ações terroristas, crimes e violência no
mundo o tempo todo".

E o estudante respondeu: "O mal não existe, pelo menos não existe por si mesmo. O mal é
simplesmente a ausência do bem, como nos casos anteriores, o mal é uma
definição que o homem criou para descrever a ausência de Deus. Deus não
criou o mal. Não é como a fé ou como o amor, que existem como existem o
calor e a luz. O mal é o resultado da humanidade não ter Deus presente
em seus corações. É como acontece com o frio quando não há calor, ou a
escuridão quando não há luz".