terça-feira, 19 de julho de 2011

As sete Lagrimas de Um Velho Marçom


Num cantinho do Templo, sentado num banquinho, fitando o Delta Luminoso, um triste e velho Maçom chorava. De seus olhos, estranhas lágrimas escorriam-lhe pela face e, sem saber o porquê, eu as contei: foram sete. Na incontida vontade de saber, eu me aproximei e o interroguei:
- Fala, meu Velho Mestre! Diz ao teu Aprendiz por que externais assim tão visível dor?


E ele, suavemente, respondeu-me:
- Está vendo estes Irmãos que entram e saem? As lágrimas contadas estão distribuídas a alguns deles.
A Primeira, eu dei a esses indiferentes que aqui vem em busca de distração, para saírem ironizando aquilo que suas mentes ofuscadas não podem conceber.

A Segunda, a esses eternos duvidosos que acreditam, desacreditando, na expectativa de um milagre que os façam alcançar aquilo que seus próprios merecimentos negam.

A Terceira, distribuí aos maus, àqueles que somente procuram a Loja para promover a discórdia entre os Irmãos.

A Quarta, aos frios e calculistas que, mesmo sabendo que existe uma Força Espiritual, procuram beneficiar-se dela de qualquer forma e não conhecem a palavra Amor.

A Quinta, aos que chegam com suavidade, tem o riso e o elogio da flor nos lábios, mas se olharem bem o seu semblante, verão escrito: “Creio no G.'.A.'.D.'.U.'. na Ordem e nos meus Irmãos, mas somente se eu puder me servir”.

A Sexta, doei aos fúteis que vão de Loja em Loja buscando aconchegos e conchavos e seus olhos revelam um interesse diferente.

A Sétima, meu amado Irmão, foi grande e deslizou pesada! Foi à última lágrima, aquela que vive nos olhos do Verdadeiro Maçom. Fiz doação desta aos Irmãos vaidosos, que só aparecem na Loja em Dia de Festas e faltam às reuniões; esquecem que existem Irmãos precisando de Caridade e tantos seres humanos necessitando de amparo material e espiritual.

Assim, caro Irmão, foi para todos estes que vistes cair uma a uma.
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Colaboração: 
Ir.´.JOSE ALBERTO P. RIBEIRO .´.M.´.M.´.
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