terça-feira, 16 de agosto de 2011

As Feitiçarias de Zos



*Artigo publicado primeiramente na revista The Cauldron Brasil, edição inverno de 2004

Feitiçaria e bruxaria são a descendência degenerada de tradições ocultas contemporâneas daquelas descritas no segundo capítulo. A concepção popular de bruxaria, formada pelas manifestações anti-cristãs que aconteceram na Idade Média, é tão distorcida e inadequada que tentar e interpretar os símbolos dos seus mistérios, pervertidos e adulterados como são, sem referências aos muito antigos sistemas dos quais derivam, é como tomar a ponta de um iceberg pela sua massa total.



Foi sugerido por algumas autoridades que as bruxas originais surgiram de uma raça de origem mongol da qual os lapões são os sobreviventes atuais. Isto pode ou não ser verdade, mas estes "mongóis" não eram humanos. Eles eram sobreviventes degenerados de uma fase pré-humana da história do nosso planeta, geralmente – embora erradamente – classificados como atlanteanos. A características que os distinguia de outros da sua raça era a habilidade de projetar a consciência em formas animais e o poder que possuíam de reificar formas-pensamento. Os bestiários de todas as raças da terra estão entulhados com os resultados das suas feitiçarias. 


Eles eram entidades não-humanas; isto quer dizer que eles eram anteriores à onda da vida humana neste planeta e seus poderes – que hoje pareceriam alienígenas – derivavam de dimensões extra-espaciais. Eles impregnaram a aura da terra com sementes mágicas das quais os fetos humanos finalmente foram gerados. 

Arthur Machen foi, talvez, o que chegou mais próximo deste assunto quando sugeriu que as fadas e o povo pequeno do folclore eram dispositivos dignos que ocultavam processos de feitiçaria não-humana repelentes à humanidade. (1)

(1) Veja The White People, The Shining Pyramid, e outras histórias. 

Este tema é freqüente em Machen. Os hediondos atavismos descritos por Lovecraft em muitas de suas histórias evocam com ainda mais força a atmosfera de horror e "mal" cósmico peculiares ao influxo de poderes extra-terrestres. 

Machen, Blackwood, Crowley, Lovecraft, Fortune e outros, freqüentemente usavam como tema dos seus escritos o influxo de poderes extra-terrestres que vêm moldando a história do nosso planeta desde o começo dos temas; ou melhor, desde que o tempo começou para nós, pois estamos por demais propensos a supor que fomos os primeiros aqui e que nós estamos sozinhos agora, enquanto que a maioria das antigas tradições ocultas afirmam que não somos nem os primeiros nem os únicos a povoar a terra; os Veneráveis Antigos e os Deuses Antigos encontram ecos nos mitos e lendas de todos todos os povos. 

Austin Spare dizia ter tido experiência direta com a existência de inteligências extra-terrestres e Crowley – como sua autobiografia torna abundantemente claro – devotou toda uma vida para provar que consciências extra-terrestres e superhumanas podem existir independentemente do organismo humano e que existem de fato. (2)

(2) Veja The Confessions, Moonchild, Magick Without Tears e outros trabalhos de Crowley. 

Como explicado em Images and Oracles of Austin Osman Spare, (3) Spare foi iniciado na corrente vital da antiga e criativa feitiçaria por uma mulher idosa chamada Paterson, que dizia descender de uma linha de bruxas de Salem. A formação do Culto do Zos e do Kia, por Spare, deve muito ao seu contato com a bruxa Paterson, que proviu o modelo para muitos dos seus desenhos e pinturas "sabbáticos". Muito do conhecimento oculto que ela lhe transmitiu está espalhado em dois de seus livros – O Livro dos Prazeres e Foco da Vida (5). 

Nos últimos anos de sua vida, ele incluiu pesquisas esotéricas posteriores em um grimório (6), que ele pretendia publicar como uma seqüencia dos seus outros dois livros. Embora a sua morte tenha impedido a sua publicação, os manuscritos ainda existem, e o conteúdo do grimório forma a base deste capítulo. 

(3) Frederick Muller, 1975. 

(4) `O corpo considerado como um todo eu chamo de Zos' (O Livro dos Prazeres, p.45). O Kia é o "Eu Atmosférico". O "Eu" e o "Olho", sendo intercambiáveis, todo o âmbito do simbolismo do `olho' – aos quais repetidas referências têm sido feitas – são aqui aplicáveis. (N.T.: Em inglês, a palavra "I", significando "Eu" e "Eye", significando "Olho" possuem pronúncias muito semelhantes.) 

(5) Primeiramente publicados em 1913 e 1921, respectivamente. Houve uma republicação recente de O Livro dos Prazeres, com uma introdução de Kenneth Grant (Montreal, 1975). 

(6) Este livro foi dividido em duas partes: O Livro da Palavra Viva de Zos e O Grimório Zoético de Zos; no presente capítulo refere-se ao livro simplesmente como o grimório. 

Spare concentrou o tema da sua doutrina na seguinte Afirmação do Credo de Zos vel Thanatos. 

Eu acredito na carte "como agora" e para sempre... pois eu sou a Luz, a Verdade, a Lei, o Caminho e ninguém chega a nada exceto através da sua carne. Não mostrei eu a vocês o caminho eclético entre êxtases?; aquele caminho precariamente funumbulatório... Mas vocês não tiveram coragem, estavam cansados e temerosos. ENTÃO, ACORDEM! Des-hipnotizem-se da pobre realidade em que acreditam e vivem. Pois a grande maré do meio-dia está aqui, o grande sino bateu... Deixe que outros esperem involuntariamente a imolação, a redenção forçada tão certa para tantos apóstatas da Vida. Agora, neste dia, eu lhes peço que busquem em suas memórias, pois grandes unidades estão por perto. O começo de toda a memória é a sua Alma. Vida é desejo, Morte é transformação... Eu sou a ressurreição... Eu, que transcendo êxtase por êxtase, meditando em Não Precisa Ser em Auto-Amor... 

Este credo, dado pelo dinamismo da vontade de Spare e sua grande habilidade como artista, criou um culto no plano astral que atraiu para si todos os elementos naturalmente orietados a ele. Ele se referia ao culto como Zos Kia Cultus e seus devotos diziam ter afinidade com os seguintes termos: 

Nosso Livro Sagrado: O Livro dos Prazeres. 
Nosso Caminho: O caminho eclético entre êxtases; o caminho precariamente funumbulatório. 
Nossa Deidade: A Mulher Predominante. 
(`E eu me perdi com ela, rumo ao caminho direto'.) 
Nosso Credo: A Carne Viva (Zos): (`Novamente eu digo: Este é o seu grande momento de realidade – a carne viva'). 





Nosso Sacramento: Os Sagrados Conceitos Entremundos. (N.T.: no original, a palavra usada é `inbetweenness', que não possui tradução. Usei o termo `entremundos', pois este, além de ser muito usado na feitiçaria, é o mais próximo em significado em português que encontrei para o termo em inglês). 
Nossa Palavra: Não Importa-Não Precisa Ser. 
Nosso Domicílio Eterno: O estado místico de Nem Isto-Nem Aquilo. 
O "Eu" Atmosférico (N.T.: o termo original para Nem Isto-Nem Aquilo, é Neither-Neither, um erro proposital de gramática – o correto seria Neither-Nor – que Spare usou para aproximar o conceito do seu culto ao conceito de Neti-Neti, presente no Jnana Yoga). 
Nossa Lei: Transgredir todas as Leis. 

O Zos e o Kia são representados pela Mão e pelo Olho, os instrumentos da sensação e da visão. Eles formam o fundamento da Nova Sexualidade, à qual Spare desenvolveu ao combiná-los para formar uma arte mágica – a arte da sensação visualizada, o `tornar-se um com toda sensação', e da transcendência das polaridades duais da existência pela aniquilação da identidade separada, através do mecanismo da Postura da Morte (7). Há muito tempo atrás, um poeta persa descreveu em poucas palavras o objetivo da Nova Sexualidade, de Spare. 

O reino do Eu e do Nós abandone e da aniquilação faça a sua casa. 

(7) Vide infra. 

A Nova Sexualidade, no sentido em que Spare a idealizou, é a sexualidade não das dualidades positivas, mas do Grande Vácuo, do Negativo, do Ain: O Olho do Potencial Infinito. A Nova Sexualidade é, simplesmente, a manifestação da não-manifestação, ou do Universo `B', como Bertiaux o chamaria, que é equivalente ao conceito de Nem Isto-Nem Aquilo, de Spare. O Universo `B' representa a diferença absoluta entre aquele mundo de `todos os outros' e tudo aquilo que pertença ao mundo conhecido, ou Universo `A'. O seu portal é Daath, cujo sentinela é o demônio Choronzon. Spare descreve este conceito como `o portal do entremundos'. Em termos de Voodoo, esta idéia está implícita nos ritos Petro com a sua ênfase nos espaços entre os pontos cardinais da bússola: os ritmos dos tambores que conjuram os loa de além do Véu e formula as leis da sua manifestação (8). O sistema de feitiçaria de Spare, conforme expresso no Zos Kia Cultus, continua na mesma linha não apenas que a tradição Petro do Voodoo, mas também que o Vama Marg do Tantra, com as suas oitos direções de espaço representados pelo Yantra da Deusa Negra, Kali: a Cruz dos Quatro Quadrantes adicionados dos conceitos entremundos que juntos compõem a cruz óctupla, o lótus de oito pétalas, um símbolo sintético da Deusa das Sete Estrelas mais o seu filho, Set ou Sirius (9). 

(8) Veja o capítulo anterior. 

(9) A significância do número oito como a altura, ou o Um final, está explicado em Aleister Crowley & the Hidden God. 

O mecanismo da Nova Sexualidade está baseado na dinâmica da Postura da Morte, uma fórmula desenvolvida por Spare para o propósito de reificar o potencial negativo em termos de poder positivo. No Antigo Egito, a múmia era o tipo desta fórmula e a simulação pelo Adepto do estado de morte (10) – na prática tântrica – envolve também a detenção total das funções psicossomáticas. A fórmula tem sido usada por Adeptos que não necessariamente trabalham com a fórmulae tântrica ou mágica, notavelmente pelo celebrado Rishi Advaíta Bhagavan Shri Ramana Maharshi de Tiruvannamalai, (11) que alcançou a Iluminação Suprema ao simular o processo da morte; e também pelo bengalês Vaishnavite, Thakur Haranath, que foi tomado como morto e preparado o enterro após um "transe de morte" que durou várias horas e do qual ele despertou com uma consciência totalmente nova, que transformou até a sua constituição física e sua aparência 

(12). É possível que Shri Meher baba, durante o período de amnésia que o afligiu na sua vida mais recente, também tenha vivenciado uma forma de morte do qual ele despertou com poder para iluminar outros e liderar um grande movimento em seu nome. 

(10) i.e. a assunção da `forma-divina' da morte. 

(11) Veja Arthur Osborne: Ramana Maharshi and the Pat of Self Knowledge, London, 1954. 

(12) Veja Shri Haranath: His Play and Precepts, Bombay, 1954. 

A teoria da Postura da Morte, primeiramente descrita em O Livro dos Prazeres, foi desenvolvida independentemente das experiências dos Mestres acima mencionados, sobre os quais nada tinha sido publicado em nenhuma língua européia até aquele tempo (13). 

(13) i.e. 1913. 

A mística rosacruciana do pastos que contém o cadáver de Christian Rosencreutz – dramatizada por MacGregor Mathers na cerimônia 5=6 da Golden Dawn – resume o mistério desta fórmula essencialmente egípcia do Osíris mumificado. Spare estava a par desta versão do Mistéro. Ele se tornou um membro da A.'.A.'., de Crowley, por um breve período, em 1910, e os rituais da Golden Dawn – publicados pouco depois em The Equinox(14) – podem ter estado disponíveis para ele. 

(14) O Ritual 5=6 foi publicado no Volume I, No.3, em 1910. 

Os conceitos de morte e sexualidade estão intimamente ligados. Saturno, morte, e Vênus, vida, são aspectos gêmeos da Deusa. Que eles são, em um sentido místico, uma só coisa é evidenciado pela natureza do ato sexual. A atividade dinâmica conectada com o impulso de saber, penetrar e iluminar culmina em uma quietude, um silêncio, uma cessação de todos os esforços, que se dissolvem na tranquilidade da negação total. A identidade destes conceitos está explícita na antiga equação chinesa 0=2, onde o nada simboliza o negativo, o potencial não-manifesto da criação e o dois representa as duas polaridades envolvidas na sua realização. A Deusa representa a fase negativa: o "Eu" atmosférico simbolizado pelo Olho que tudo vê com o seu simbolismo ligado ao ayin; (15) e os gêmeos – Set-Hórus – representam a fase do 2, ou a dualidade. As alternâncias destes dois terminais, ativo-passivo, são emanações positivas do Vácuo, i.e. a manifestação do Não-manifesto e a Mão é o símbolo desta dualidade criativa, manifestadora de poder. (16) 

(15) Veja o Capítulo 1. 

(16) Pela qabalah, Mão=Yod=10; Olho=Ayin=70. O total, 80=Pe (Boca), a Deusa, Útero ou Pronunciadora da Palavra. (N.T.: no original em inglês, Útero e Pronunciadora possuem grafias e pronúncias similares. Útero é Uterus e Pronunciadora é Utterer.) 

O símbolo supremo do Zos Kia Cultus, portanto, resume o símbolo da Mulher Escarlate e é uma reminiscência do Culto do Amor sob Vontade, de Crowley. A Mulher Escarlate personifica o Fogo da Serpente, controle do qual causa "mudanças de ocordo com a vontade". (17) O entusiasmo energizado da Vontade é a chave do Culto de Crowley e é análogo à técnica da obsessão magicamente induzida, a qual Spare usa para reificar o "sonho inerente". (18). 

(17) A definição de Crowley para magia(k). Veja Magick, p.131. 

(18) i.e. a Verdadeira Vontade. 

Um dos maiores magistas de nosso tempo – Salvador Dali – desenvolveu um sistema de reificação mágica mais ou menos ao mesmo tempo que Crowley e Spare estavam elaborando as suas doutrinas. O sistema de Dali de "atividade paranóica crítica" evoca ecos de atavismos ressurgentes que são refletidos no mundo concreto das imagens por um processo de obsessão similar àquele induzido pela Postura da Morte. 

O nascimento de Dali, em 1904 – a ano em que Crowley recebeu O Livro da Lei – torna-o, literalmente, uma criança do Novo Aeon; um dos primeiros! Seu gênio criativo indica a cada estágio do seu vôo o florescimento do germe essencial que o tornou uma personificação viva da consciência do Novo Aeon e do `Senhor' descrito em AL. 

Os objetos de Dali estão refletidos no fluido e na luminosidade sempre em mutação da Luz Astral. Eles se resolvem e se fundem continuamente no "próximo passo", (19) a próxima fase da consciência que se expande na imagem futura do Vir-a-ser. 

(19) Crowley definiu a Grande Obra em termos de um "Próximo Passo", implicando que a Grande Obra não é uma coisa remota e misteriora, inalcançável aos seres humanos, mas a realização do "aqui e agora" e a atenção à realidade imediata. Tanto Spare quanto Crowley desaprovaram veementemente os mentirosos que, assustados pela idéia do trabalho, olham para a "próxima vida" e o inatingível, ao invés de se apegar à realidade e à vida AGORA. `Oh, tagarelas, falastrões,.... aprendam primeiro o que é trabalho! e que a Grande Obra não está não distante" (O Livro das Mentiras, Capítulo 52). 

Spare já tinha sido bem sucedido em isolar e concentrar o desejo em um símbolo que se tornaria sensiente e, portanto, potencialmente criativo através da iluminação da vontade magnetizada. Dali, parece, levou o processo um passo além. A sua fórmula de "atividade paranóica crítica" é um desenvolvimento do conceito primal (africano) do fetiche e é instrutivo comparar a teoria da "sensação visualizada", de Spare, com a definição de pintar como uma "mão feita fotografia colorida da irracionalidade concreta", de Dali. A sensação é essencialmente irracional e a sua delineação em forma gráfica ("mão feita fotografia colorida") é idêntica ao método da "sensação visualizada". 

Estes magistas utilizaram personificações humanas de poder (shakti) que apareciam – normalmente – na forma feminina. Cada livro que Crowley escreveu tinha a sua shakti correspondente. The Rites of Eleusis (1910) foi provido de energia por Leila Waddell. O Book Four, Parts I & II (1913) vieram através de Soror Virakam (Mary d'Este). Liber Aleph-O Livro da Sabedoria ou da Tolice (1918) – foi inspirado por Soros Hilarion (Jane Foster). Seu grande trabalho, Magick in Theory and Practice, foi escrito principalmente em 1920, em Cefalu, aonde Alostral (Leah Hirsig) o supriu de ímpeto mágico; e assim por diante, até a interpretação do Novo Aeon do Tarot, com Frieda Harris, em 1944. A shakti de Dali – Gala – foi o canal pelo qual a corrente criativa inspiradora foi fixada ou visualizada em algumas das maiores pinturas que o mundo já viu. E, no caso de Austin Osman Spare, o Fogo da Serpente assumiu a forma da Senhora Paterson, uma bruxa confessa que personificava as feitiçarias de um culto tão antigo que já era velho na infância do Egito. 

O grimório de Spare é uma concentração de todo o corpo do seu trabalho. Ele resume, em certo sentido, tudo de valor mágico ou criativo que ele já pensou ou imaginou. Assim, se você possui uma pintura de Zos, e aquela pintura contém alguns dos seus feitiços sigilados, você possui todo o grimório e você está com uma grande change de ser sugado pelas vibrações do Zos Kia Cultus e harmonizado com elas. 

Um aspecto pouco conhecido de Spare, um aspecto que está ligado à sua amizade com Thomas Burke, (20) revela o fato de que uma curiosa sociedade oculta chinesa – conhecida como o Culto do Ku – floresceu em Londres, nos anos 20. Seu quartel-general pode ter sido localizado em Pequim, Spare não o disse e talvez não o soubesse; mas a sua filial em Londres não era em Limehouse, ao contrário do que já se disse, mas em Stockwell, não muito longe do studio que Spare dividia com um amigo. Uma sessão secreta do culto do Ku foi testemunhada por Spare, que parece ter sido o único europeu a já ter sido aceito no grupo. Ele parece ter sido, de fato, o único europeu além de Burke que já ouviu falar do Culto. A experiência de Spare é de interesse excepcional pelo motivo da íntima aproximação à forma de controle dos sonhos na qual ele foi iniciado muitos anos antes pela Bruxa Paterson. 

(20) 1886-1945. 

A palavra Ku tem vários significados em chinês, mas neste caso em particular ele denota uma forma peculiar de feitiçaria envolvendo elementos que Spare já tinha incorporado em sua concepção da Nova Sexualidade. Os Adeptos do Ku cultuavam uma deusa serpente na forma de uma mulher dedicada ao Culto. Durante um elaborado ritual, ela era possuída e o resultado disso era que ela projetava, ou emanava, múltiplas formas da deusa como sombras sensientes, dotadas com todos os encantos possuídos pela sua representante humana. Estas mulheres-sombras, impelidas por alguma sutil lei de atração, gravitavam até um ou outro devoto que se sentava em um estado de sonolência ao redor da sacerdotisa em transe. Então ocorria um congresso sexual com estas sombras e isto era o começo de uma forma sinistra de controle dos sonhos, envolvendo jornadas e encontros em regiões infernais. 

O Ku parece ter sido uma forma da Serpente de Fogo exteriorizada astralmente como uma mulher-sombra ou súccubus e o congresso com elas habilitava o devoto a reificar seu "sonho inerente". Ela era conhecida como a "prostituta do inferno" e a sua função era análoga àquela da Mulher Escarlate do Culto de Crowley, à da Suvasini do Círculo Tântrico Kaula e à da Fiandeira do Culto da Serpente Negra. O Ku chinês, ou prostituta do inferno, era uma personificação sombria dos desejos subconscientes (21) concentrados nas formas fascinantemente sensuais da Serpente da Deusa Sombria. 

(21) Inferno é o tipo de lugar oculto simbólico do subconsciente; a região "infernal". 

A mecânica do controle de sonhos é, de várias maneiras, similar àquelas que dão eficácia à projeção astral consciente. Meu próprio sistema de controle dos sonhos deriva de duas fontes: a fórmula de Lucidez Eroto-Comatose descoberta por Ida Nellidoff e adaptada por Crowley em suas técnicas de magia sexual, (22) e o sistema de Spare de Sigilos Sensientes, explicado abaixo. 




(22) Veja o Capítulo 10. 

O sono poderia ser precedido por alguma forma de Karezza (23), durante a qual um sigilo especialmente escolhido, simbolizando o objeto desejado, é vividamente visualizado. Desta maneira, a libido é desviada das suas fantasias naturais e busca satisfação no mundo dos sonhos. Quando se obtiver habilidade, o sonho se tornará extremamente intenso e dominado por uma sucubo, ou mulher-sombra, com quem um intercurso sexual ocorre espontaneamente. Se o sonhador tiver adquirido um grau moderado de proficiência nesta técnica, ele estará consciente da presença continuada do sigilo. Este sigilo ele deveria unir à forma da succubo, em um lugar que ficasse no seu campo de visão durante a cópula, isto é, como um pingente suspenso no seu pescoço; como um brinco; ou como um diadema em sua testa. O seu lugar deveria ser determinado pelo magista de acordo com a posição que ele usa durante o coito. O ato irá então assumir todas as características de um Trabalho de Nono Grau, (24) pois a presença da Mulher-Sombra será vivenciada com a intensidade vívida de uma sensação e clareza de visão. O sigilo então se torna sensiente e, no seu curso, o objeto do Trabalho se materializa no plano físico. Este objeto é, claramente, determinado pelo desejo personificado e representado pelo sigilo. 

(23) Vide, infra, p.204. 

(24) i.e. um trabalho de magia sexual com uma parceira. 

A importante inovação neste sistema de controle dos sonhos está na transferência do sigilo da vigília para o estado de sonho e na evocação, em um estágio posterior, da Mulher-Sombra. Este processo transforma um Rito de Oitavo Grau (25) em algo similar a um ato sexual como usado em Trabalhos de Nono Grau. 

(25) i.e. um ato sexual solitário. 

Resumidamente, a fórmula tem três estágios: 

1. Karezza, ou atividade sexual interrompida, com a visualização do sigilo até dormir. 
2. Congresso sexual em sonhos com a Mulher-Sombra evocada pelo Estágio 1. O sigilo deveria aparecer automaticamente neste segundo estágio; se não aparecer, a prática deve ser repetida outra vez. Se aparecer, então o resultado deseja será reificado no próximo estágio. 
3. Após acordar (i.e. no mundo ordinário dos fenômenos cotidianos). 

Uma palavra de explicação é, talvez, necessária a respeito do termo Karezza, conforme usado no contexto presente. Retenção de sêmen é um conceito de importância central em certas práticas tântricas, pois acredita-se que assim o bindu (semente) então é semeado astralmente, não fisicamente. Em outras palavras, um certo tipo de entidade é gerada nos níveis de consciência astrais. Esta, e técnicas análogas, deram surgimento à impressão – muito errada – de que o celibato é uma condição sine qua non ao sucesso mágico; mas o celibato é de um caráter puramente local e confinado ao plano físico, ou estado de vigília, apenas. Celibato, conforme entendido comumente, é portanto uma paródia sem sentido da verdadeira fórmula. Assim é o raciocínio de um celibato tântrico e tal interpretação sem dúvida alguma é aplicada também a outras formas da ascetismo religioso. 

As "tentações" dos santos ocorrem no plano astral precisamente porque os canais físicos estão deliberadamente bloqueados. O estado de sonolência notado nos adoradores do Ku sugere que os jogos resultantes com as sombras foram evocados de uma maneira similar àquela obtida por uma espécie de controle dos sonhos. 

Gerald Massey, Aleister Crowley, Austin Spare, Dion Fortune demonstraram – cada um à sua maneira – as bases bio-químicas dos Mistérios. Eles alcançaram a esfera do "oculto" que Wilhelm Reich alcançou pela psicologia e que estabeleceu em uma base claramente bio-química. 

Os "símbolos sensientes" e o "alfabeto dos desejos", de Spare, (26) correlatos como são aos marmas do corpo com os princípios sexuais, anteciparam de muitas maneiras o trabalho de Reich, que descobriu – ente 1936 e 1939 – o veículo da energia psico-sexual, a qual ele nomeou orgone. A contribuição singular de Reich à psicologia e, incidentalmente, ao ocultismo ocidental, encontra-se no fato de que ele isolou com sucesso a libido e demonstrou a sua existência como energia tangível, biológica. Esta energia, a verdadeira substância dos conceitos puramente hipotéticos de Freud – libido e id – foi mensurada por Reich, tirada da categoria de hipótese e reificada. Ele estava, entretanto, errado ao supor que o orgone era a energia final. 

Ela é um dos mais importantes kalas, mas não o Kala Supremo (Mahakala), embora possa tornar-se isto pela virtude de um processo que não é desconhecido aos tântricos do Varma Marg. Até tempos comparativamente recentes, era conhecido – no ocidente – dos alquimistas árabes (e todo o corpo da literatura alquímica, com sua terminologia tortuosa e seu estilo hieroglífico o revela – se é que revela alguma coisa) um artifício deliberado da parte dos Iniciados de velar o verdadeiro processo de distilar o Mahakala. 

(26) Descrito em O Livro dos Prazeres (A.O. Spare), republicado em 1975. 

A descoberta de Reich é significante, pois ele foi provavelmente o primeiro cientista a dar à psicologia uma base biológica sólida e o primeiro a demonstrar em condições de laboratório a existência de uma energia mágica tangível, finalmente mensurável e, portanto, estritamente científica. Quer esta energia seja denominada luz astral (Levi), élan vital (Bergson), Força Ódica (Reichenbach) ou libido (Freud), Reich foi o primeiro – com a possível exceção de Reichenbach (27) – a realmente isolá-la e demonstrar suas propriedades. 

(27) Veja Lettes on Od and Magnetism; Karl von Reichenbah, Londres, 1926. 

Austin Spare suspeitou, em 1913, que este tipo de energia era o fator básico na reativação dos atavismos primais, e ele os tratou como se fossem uma energia cósmica (o "Eu Atmosférico") responsável pela sugestão subconsciente por meio dos Símbolos Sensientes e através da aplicação do corpo (Zos) de tal forma que ele poderia reificar atavismos remotos e todas as possíveis formas futuras. 

Durante o tempo em que estava preocupado com estes temas, Spare sonhou repetidamente com construções fantásticas cujos alinhamentos ele descobriu ser impossível de lembrar ao acordar. Ele supôs que fossem pistas de uma futura geometria do espaço-tempo sem relação conhecida com as formas da arquitetura dos tempos presentes. Eliphaz Levi dizia ter um poder similar de reificar a "Luz Astral", mas ele falhou em mostrar o método preciso da sua manipulação. Foi para isto que Spare desenvolveu o Alfabeto do Desejo, "cada letra correspondendo a um princípio sexual". (28) Isto quer dizer que ele notou certas correspondências entre os movimentos internos do impulso sexual e a forma externa da sua manifestação em símbolos, sigilos ou letras tornados sencientes ao serem carregadas por esta energia. 

Dali refere-se a estas formas carregadas magicamente como "alojamento do desejo" (29) que eram visualizadas como vácuos sombrios e vazios negros, cada um tendo a forma de um objeto fantasmagórico que habita a sua latência e que É somente pela virtude do fato de que NÃO É. 

Isto indica que a origem da manifestação é a não-manifestação e isto é claro para a apreensão intuitiva de que o orgone de Reich, o "Eu" Atmosférico de Austin Spare, e as delineações dalinianas de "alojamentos do desejo" referem-se em cada caso a uma energia idêntica que se manifesta através dos mecanismos do desejo. Desejo, Vontade Energizada e Obsessão, são as chaves para a manifestação ilimitada, pois toda forma e todo poder é latente no Vácuo e a sua forma-divina é a Postura da Morte. 

(28) O Livro dos Prazeres, p.56. 
(29) Veja The Secret Life of Salvador Dali, New York, 1942. 

Estas teorias têm suas raízes em práticas muito antigas, algumas das quais – de uma forma distorcida – proviram as bases do Culto das Bruxas medieval, covens do qual floresceram na Nova Inglaterra na época dos Julgamentos das Bruxas de Salem no final do século 17. As perseguições subseqüentes aparentemente obliteraram todas as manifestações externas tanto do culto genuíno e das suas contrafações degradadas. 

Os símbolos principais do culto original podem ter sobrevivido pela passagem dos longos ciclos de tempo dos aeons. (30) Todos eles sugerem o Caminho Invertido: (31) O Sabbath sagrado a Sevekh ou Sebt, o número Sete, a Lua, o Gato, o Chacal, a Hiena, o Porco, a Cobra Negra e outros animais considerados impuros pelas tradições posteriores; a Dança de Costas e no sentido anti-horário, o Beijo Anal, o número Treze, a Bruxa montada em um cabo de vassoura, o Morcego e outras formas de criaturas noturnas fiandeiras ou aladas; a Batrachia geralmente, do qual o Sapo, a Rã ou Hekt (32) são preeminentes. Estes símbolos e similares originalmente caracterizavam a Tradição Draconiana que foi degradada por pseudo-cultos de bruxas durante os séculos de perseguição cristã. Os Mistérios foram profanados e os ritos sagrados foram condenados como anti-cristãos. 

Os cultos assim tornaram-se repositórios de ritos religiosos invertidos e pervertidos e símbolos sem significado interno; meras afirmações do total comprometimento das bruxas com doutrinas anti-cristãs, quando – originalmente – elas estavam vivendo emblemas e símbolos sensientes de uma fé pré-cristã. 

(30) Eles foram herdados das Tradições Draconianas e Typhoninas do Egito pré-dinástico. Veja O Renascer da Magia, Capítulo 3. 

(31) O Caminho dos Atavismos Ressurgentes. 

(32) Hécate, a bruxa ou transformadora das trevas em luz, como o girino das águas se transforma no sapo da terra seca, assim como a lua negra da bruxaria se transforma da brilhante orbe de radiância mágica e encantamento, exemplificado por Spare na "Bruxa" Paterson, que se transformou de megera em virgem diante dos seus olhos. Veja Images and Oracles of Austin Osman Spare, 1975. 

Quando o significado oculto dos símbolos primais é penetrado em um nível draconiano, o sistema de feitiçaria que Spare desenvolveu através do contato com a "Bruxa" Paterson torna-se explicável e todos os círculos mágicos, feitiçarias e cultos são vistos como manifestações da Sombra. 

Fonte: do livro Cults of the Shadow, de Kenneth Grant 
Tradução: Gabriel Mallet Meissner.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

CABALA DA ENCICLOPÉDIA CATÓLICA


O termo é usado agora como um nome técnico para o sistema de esotérico teosofia , que por muitas gerações desempenhou um papel importante, principalmente entre os judeus , após o início do século X da nossa era. É principalmente significa recepção, e, secundariamente, a doutrina recebeu por via oral tradição . Sua aplicação tem muito variadas no curso de tempo , e é somente a partir do século XI-XII, que a Cabala termo tornou-se o exclusivo apelação para o sistema de Judaico religioso filosofia que alega ter sido ininterruptamente transmitida pela boca dos patriarcas , profetas , presbíteros, etc, desde que o criação do primeiro homem .
As duas obras que os defensores deste sistema de tratamento como a exposição de autoridade de suas doutrinas são o Livro da Criação eo Zohar.

O Livro da Criação

Livro de Criação é um pequeno tratado, composto por seis capítulos subdivididos em 33 seções muito breve. É escrito emMishnic Hebraico , E é composta de oracular sentenças . Que professa ser um monólogo do patriarca Abraham , Que enumera as 32 ​​maneiras de sabedoria através do qual Deus produziu o universo , e que mostra, pela analogia o que é assumido para existirentre as coisas visíveis e as letras que são as sinais de pensamento, a maneira pela qual todos os emanou de Deus e é inferior a ele.

O Zohar

Zohar, ou o trabalho expositivo segundo a Cabala, tem justamente sido chamado de "Bíblia" do Cabalistas . Está escrito em aramaico, e sua porção principal é a forma de um comentário sobre o Pentateuco de acordo com a divisão deste último em 52 lições semanais. Sua Zohar título (esplendor de luz,) é derivado das palavras de Gênese 1:3 ("Haja luz") com a exposição de que ela começa. É um trabalho compilatory, no qual vários fragmentos de antigos tratados ainda pode ser notado. O que se segue é um breve relato do conteúdo principal - doutrinal , hermenêutica E teúrgica - do Zohar.

Doutrinária conteúdo do Zohar

Primeiro Mundo
Considerado em si mesmo, o Ser Supremo é o (En-Soph Endless, Infinito ) E, em certo sentido, o En (inexistente), pois existênciaestá na humano concepção uma limitação que como tal não deve ser baseada Dele. Podemos conceber e falar de Deus apenas na medida em que Ele se manifesta e, por assim dizer, realiza-se em ou através do Sephiroth.
  • Sua primeira manifestação foi por meio de concentração em um ponto chamado o primeiro Sephira - "O Coroa ", Como é chamado - o que é dificilmente distinguível do En-Soph de quem emana, e que se expressa na Bíblia pelo Ehieyeh (I am) A partir do primeiro. Sephira procedeu-se a potência masculina ou ativo chamado sabedoria, representada na Bíblia por Yah,e um oposto, ou seja, uma potência feminina ou passiva, chamado inteligência , E representada por Javé . Essas duas potências opostas são acoplados pela "Coroa", e, portanto, produz a primeira trindade da Sephiroth.
  • A partir da junção das tendências anteriores oposto emanou a potência masculina chamado amor , o quarto Sephira , Representada pela Bíblico El, ea feminina justiça , o quinto Sephira , Representada pela Elohah nome Divino. De-los novamente emanou a potência união, a beleza, o sexto Sephira , Representada na Bíblia por Elohim. E assim se constitui a segunda trindade da Sephiroth.
  • Por sua vez, beleza, vigas por diante o sétimo Sephira , A potência masculina, firmeza, correspondentes a Yahweh Sabaoth, e esta novamente produzido o esplendor potência feminina, representada por Elohe Sabaoth . Do esplendor emanou o nono Sephira , fundação , Que responde o nome El Divino-Hai e fecha a terceira trindade da Sephiroth.
  • Por fim, o esplendor envia reino , O décimo Sephira , Que envolve todas as outras e é representado por Adonai.
Estes dez Sephiroth são emanações do En-Soph , Formando entre si e com ele uma estrita unidade , Da mesma maneira como os raios que procedem da luz são simplesmente manifestações de uma e mesma luz. Eles são infinitos e perfeito quando o En-Sophtransmite sua plenitude a eles, e finito e imperfeito quando essa plenitude é retirado deles (Ginsburg). Em sua totalidade, eles representam e são chamados de arquétipos homem , Sem os quais a produção de mundos permanente era impossível. Na verdade, eles constituem o primeiro mundo, ou mundo das emanações, que é perfeito e imutável por causa de sua diretaprocissão a partir do Divindade .Mundos Segundo, Terceiro e Quarto
Emanada imediatamente a partir deste primeiro mundo é o mundo da criação , As dez Sephiroth de que são de uma potência mais limitado, e os substâncias dos quais são do mais puro natureza . Do mundo da criação procede o mundo da formação, com sua refinada menos dez Sephiroth, embora a sua substâncias ainda estão sem assunto . Finalmente, a partir deste terceiro mundo prossegue o mundo da ação ou de assunto , As dez Sephiroth de que são feitos de elementos mais grosseiros dos outros trabalhos.
Os Anjos
Desses mundos, o segundo, o de criação , É habitada pelo anjo Metatron, que governa o mundo visível, e é o capitão do hostsde bom anjos que em cada dez pessoas fileiras do terceiro mundo, o da formação. Os demônios ou maus anjos habitam o quarto mundo, o de ação , As regiões mais baixas do que constituem as sete salas infernal em que o demônios a tortura pobre mortais quem traiu em pecado nesta vida. O príncipe do demônios é Samael (o " anjo de veneno ou de morte "), ele tem uma mulher chamada Prostituta, mas ambos são tratados como uma pessoa , e são chamados de " Besta ".
Homem
Homem foi diretamente criado não por En-Soph , Mas pelo Sephiroth, e é a contrapartida da arquetípica homem . Seu corpo é meramente uma peça de roupa de sua alma . Como Deus , ele tem um unidade e uma trindade, sendo este último composto peloespírito representando o intelectual do mundo, a alma que representa o mundo sensível, eo vida representando o mundo material.Almas são pré-existentes destinado habitar em humano corpos, e submetido a transmigração até que finalmente eles voltam paraDeus .
Destino do Mundo
O mundo também Samael incluindo ele mesmo, vontade retorno em última instância - viz. no advento do Messias nasceu no final do dia - para o seio do Infinito Fonte. Em seguida, o inferno deve desaparecer e interminável bem-aventurança começar.

Conteúdo hermenêutica do Zohar

Todos esses esotéricos doutrinas da Cabala devem estar contidos no Hebraico Escrituras , No qual, porém eles só podem ser percebidas por aqueles iniciados em certo hermenêutica métodos. A seguir estão os três principais métodos de descobrir acelestial mistérios escondido sob as letras e palavras do Texto Sagrado :
  • Temurah (mudar) por meio do qual cada letra do Hebraico alfabeto é trocado com outro, de acordo com um processo definido, como quando Aleph, a primeira letra, torna-se Lamed pelo intercâmbio com o décimo segundo, o segundo, Beth,torna-se, Mem, o décimo terceiro, etc, ou como, quando a última letra leva lugar do primeiro, o penúltimo toma o lugar do segundo, etc;
  • o Gematriah (Gr. gemetria), que consiste na utilização dos valores numéricos das letras de uma palavra para fins de comparação com outras palavras, que dão as mesmas combinações de números ou similar: assim, em Gênese 49:10: "Shiloh vir" é equivalente a 358, que também é o valor numérico de Mashiah, de onde infere-se que Shiloh é idêntico ao Messias;
  • Notarikon ( Latin notarius), ou processo de reconstrução de uma palavra usando as iniciais de muitos, ou um sentençausando todas as letras de uma palavra simples como tantos iniciais de outras palavras, por exemplo, a palavra Agla é formado a partir das iniciais do Hebraico sentença : "Tu (arte) (a) Poderoso ( Deus ) para sempre. "

Teúrgicas conteúdo do Zohar

O elemento teúrgica, ou o último chefe do Zohar, não precisa de descrição longa aqui. Faz parte do que tem sido chamado a Cabala "prático", e fornece fórmulas por meio do qual o adepto pode entrar em comunicação direta com os poderes invisíveis e, assim, exercer autoridade sobre os demônios , natureza , Doenças, etc Em grande medida é a natural resultado do extraordinário significado oculto atribuído pela Kabbala as palavras do Texto Sagrado E, em particular para os Nomes Divinos.

Conclusão

É claro, o Livro de Criação não voltar para Abraham , Como tem sido afirmado por muitos Cabalistas . Sua atribuição por outros aRabino Akiba (D. AD 120) também é uma questão de controvérsia. Em relação ao Zohar, sua compilação é justamente se refere a um espanhol judeu , Moisés de Leon (d. 1305), enquanto alguns dos seus elementos parecem ser de uma antiguidade muito maior. Vários de seus doutrinas recall para mente os de Pitágoras , Platão , Aristóteles , o neo-platônicos de Alexandria , oOriental ou egípcia panteístas , e os gnósticos dos primeiros cristãos as idades. Suas especulações sobre a natureza de Deus e da relação com o universo diferir materialmente dos ensinamentos de Revelação .
Por último, decididamente não direito a ser considerado como um excelente meio para induzir a judeus para receber o cristianismo, embora este tenha sido mantido por Christian estudiosos como R. Lully , Pico della Mirandola , Reuchlin , Knorr von Rosenroth, etc, e apesar de destaque, tais Judaico Cabalistas como Riccio , Conrad , Otto , Rittangel, Jacob Franck , Etc, que abraçaram afé cristã , e proclamada em suas obras o grande afinidade de alguns doutrinas da Cabala com os do cristianismo .

Cabala

(também caballa, kabala, kaballa, Kaballah, qaballah, etc.)

A Cabala é uma coleção de escritos esotéricos de vários rabinos e alguns cristãos medievais, que consiste em interpretações místicas e numerológicas das Escrituras hebraicas. Os autores da Cabala tratam cada letra, número e acento das Escrituras como se fossem um código secreto contendo algum significado profundo mas oculto, colocado lá por Deus com algum propósito profundo e oculto, inclusive o da profecia. A Cabala também fornece métodos de interpretação das marcas ocultas no papel que os menos dotados espiritualmente tomam como meras palavras a serem interpretadas literalmente ou figurativamente. O propósito da Cabala aparentemente é ler a mente divina e assim tornar-se unitário com Deus.
Como em todas as outras obras e movimentos místicos, os cabalistas acreditam que o único mundo digno de se conhecer é o plano "mais elevado" e que a vida terrena deve ser dedicada a tentar compreender os mistérios do "nível superior". Essa busca transcendental representa para os ateus uma rejeição do plano terreno dos fatos, sofrimentos, incertezas e impotência em favor do plano fantasioso da imaginação e de uma fatia da glória eterna e da onipotência. Para filósofos como Nietzsche, o misticismo é a expressão do desejo de poder do niilismo. Aqueles que fazem parte do grupo esotérico são levados pela mágica de sua imaginação fantasiosa a se sentirem poderosos e superiores aos que não fazem parte dele.

O Código da Bíblia (ou do Torah)


O Código da Bíblia (ou do Torah)

O Código da Bíblia (ou do Torah) é um código que se alega ter sido intencionalmente embutido na Bíblia. É revelado através da busca de seqüências de letras eqüidistantes (SLE). Por exemplo, comece com qualquer letra ("N") e leia a cada enésima letra ("D") a partir daí no livro, desconsiderando os espaços. Se um livro inteiro como o Gênesisfor pesquisado o resultado é uma longa cadeia de letras. Usando diferentes valores para "N" e "D" é possível gerar várias cadeias de letras. Imagine enrolar a cadeia de letras ao redor de um cilindro, de forma que todas elas possam ser exibidas. Achate o cilindro para revelar várias linhas com colunas de comprimento igual, talvez com exceção da última, que pode ser mais curta que as demais. Agora, procure por nomes significativos próximos a datas. Procure na horizontal, vertical diagonal, de qualquer forma. Um grupo de matemáticos israelenses fez exatamente isso e afirmou que, quando procuraram por nomes bem próximos a datas de nascimentos e mortes (conforme publicado na Enciclopédia dos Grandes Homens de Israel), encontraram várias coincidências. Doron Witztum, Eliyahu Rips e Yoav Rosenberg publicaram suas descobertas na revista Science(1994, Vol. 9, No. 3, 429-438) Statistical sob o título de "Seqüências de Letras eqüidistantes no Livro de Gênesis." O editor da revista comentou:
Quando os autores usaram um teste de aleatorização para verificar o quão raramente os padrões que encontraram poderiam surgir por puro acaso, obtiveram um resultado altamente significativo, com a probabilidade p=0,000016. Nossa comissão julgadora ficou perplexa: suas crenças prévias os faziam achar que o Livro de Gênesis não poderia conter referências significativas a indivíduos dos tempos modernos. Mesmo assim, quando os autores realizaram análises e verificacões adicionais, os efeitos persistiram.
Isto é, as probabilidades de se obter os resultados que eles conseguiram eram de 16 em um milhão, ou uma em 62.500. Os autores declaram: "A análise de aleatorização demonstra que o efeito é significativo no nível de 0,00002 [e] a proximidade das SLEs com significados associados no Livro de Gênesis não se deve ao acaso." Harold Gans, ex-criptologista do Departamento de Defesa dos EUA, duplicou o trabalho da equipe israelense e concordou com sua conclusão. Witztum mais tarde afirmou que, conforme uma das medidas, a probabilidade de se obter esses resultados por sorte é de uma em 4 milhões. No entanto, aparentemente mudou de idéia e atualmente afirma que a probabilidade é p=0,00000019 (uma em 5,3 milhões). Jason Browning, cientista da criação, afirma que os cincoprimeiros livros da Bíblia contêm padrões ocultos de palavras que "se demonstraram ser matematicamente impossíveis de ocorrer por acaso." Não cita quem fez os cálculos para ele.
Como prova adicional do significado estatístico de seus resultados, a equipe israelense analisou a versão hebraica do Livro de Isaías e os primeiros 78.064 caracteres de uma tradução hebraica de Guerra e Paz de Tolstoi. Encontraram vários nomes bem próximos a datas de nascimentos e mortes, mas os resultados não eram estatisticamente significativos. (O Livro de Gênesis usado no estudo, a versão Koren, tinha 78.064 caracteres.)
O que quer dizer tudo isso? Para alguns isso significa que os padrões em Gênesis são intencionais e que Deus é o autor supremo do código. Se for assim, será que o Livro de Isaías, e qualquer outro livro da Bíblia que não passar no teste das SLE, deve ser descartado? Será que devemos concluir que essas estatísticas confirmam a afirmação de que os judeus são o povo escolhido de Deus e que mais nenhum nome deveria ser acrescentado à lista dos Grandes Homens de Israel, exceto se passar no teste das SLE? A não ser que as outras religiões possam duplicar resultados estatisticamente improváveis como esses, o sobrenaturalista entendido em matemática pode muito bem considerá-las imposturas. Será que devemos traduzir todos os livros sagrados de todas as religiões do mundo para o hebraico e ver quantos grandes homens de Israel estão codificados neles? Muitos de nós estão confusos sobre o que fazer desses números espantosos.
Um computador pode mesmo ler a mente de Deus? Aparentemente sim, já que segundo essa teoria Deus teria ditado em sua linguagem favorita, o hebraico, um conjunto de palavras que são mais ou menos inteligíveis se interpretadas ao pé da letra, contendo histórias de criação, dilúvios, fratricídio, guerras, milagres, etc., com várias mensagens morais. Mas esse Deus hebreu escolheu as palavras cuidadosamente, codificando a Bíblia com profecias e mensagens sem absolutamente nenhum valor religioso.
Muitos, no entanto, não estão totalmente perdidos. Alguns "cientistas da criação" cristãos estão afirmando que o Código da Bíblia ofereceprova científica da existência de Deus. Se eles estiverem corretos, deveriam se converter ao judaísmo. Como já é judeu, Doran Witztum não pode fazê-lo, mas levou o trabalho feito em Gênesis um pouco além do que fizeram seus colegas. Witztum foi à televisão israelense e afirmou que os nomes dos sub-campos num mapa de Auschwitz apareciam de forma espantosamente próxima à frase "em Auschwitz". As probabilidades de que isso ocorresse, segundo ele, são de "uma em um milhão." Alguns de seus alunos fizeram os cálculos e afirmaram que seu mentor errou por "um fator de 289.149." A matemática de Witztum pode não ser tão boa quanto suas intenções, mas é difícil enxergar que intenções poderiam ser essas. Será que Deus estaria de uma forma estranha revelando que os sub-campos de Auschwitz ficam em Auschwitz?
Michael Drosnin e admiradores de seu livro popular, O Código da Bíblia, estão afirmando que a decodificação do livro leva à descoberta de profecias e verdades profundas de natureza secular, nem todas relacionadas aos judeus. Drosnin alega que a Bíblia é o único texto em que frases codificadas como essas são encontradas num padrão estatisticamente significativo, e que as chances de que isso seja um fenômeno aleatório são poucas. Usando o método das SLE, Drosnin afirma que o assassinato de Yitzhak Rabin estava predito na Bíblia. Também afirma que os assassinatos de Anwar Sadat e dos irmãos Kennedy estão codificados em SLE bíblico. Pelo menos alguém descobriu um propósito realmente útil para os computadores: fazer análises de SLE de textos bíblicos em busca de mensagens ocultas de natureza secular. Quebra-cabeças aprecia o Senhor!
Nem todos concordam com a hipótese de Drosnin, inclusive Harold Gans, o criptologista aposentado do Departamento de Defesa que corroborou os trabalhos de Witztum, Rips e Rosenberg. Gans publicou uma declaração a respeito de O Código da Bíblia e outros livros similares. Em parte da declaração se lê
O livro declara que os códigos no Torah podem ser usados para prever eventos futuros. Isso é absolutamente infundado. Não há nenhuma base científica ou matemática para uma declaração como essa, e o raciocínio usado para se chegar a tal conclusão é logicamente falho. Embora seja verdadeiro que se demonstrou que alguns eventos históricos estão codificados no Livro de Gênesis em determinadas configurações, é absolutamente uma inverdade que toda configuração similar de palavras "codificadas" necessariamente represente um evento histórico em potencial. Na verdade, o que ocorre é exatamente o oposto: a maioria dessas configurações é bem aleatória e de ocorrência esperável em qualquer texto de tamanho suficiente. O Sr. Drosnin declara que sua "predição" do assassinato do primeiro ministro Rabin é "prova" de que o "Código da Bíblia" pode ser usado para se prever o futuro. Um sucesso isolado, não importa o quão espetacular seja, ou mesmo várias predições "bem sucedidas" desse tipo, não provam absolutamente nada a não ser que sejam formuladas e avaliadas sob condições cuidadosamente controladas. Qualquer cientista de respeito sabe queprovas "testemunhais" nunca provam nada.
O Dr. Eliyahu Rips, um dos autores do estudo que iniciou a febre do Código da Bíblia, também fez uma declaração pública a respeito doCódigo da Bíblia de Drosnin.
Não apóio os trabalhos do Sr. Drosnin, nem as conclusões a que ele chega.... Todas as tentativas de se extrair mensagens dos códigos do Torah, ou de se fazer predições baseadas neles são fúteis e não têm qualquer valor. Essa não é apenas minha opinião pessoal, mas a de todo cientista que já esteve envolvido em pesquisas sérias dos Códigos.
O professor Menachem Cohen, celebrado estudioso da Bíblia da Universidade Bar-Ilan, criticou Witztum et al. em dois pontos: (1) há várias outras versões em hebraico do Gênesis para as quais as SLE não produzem resultados estatisticamente significativos; e (2) as denominações dadas aos Grandes Homens de Israel foram inconsistentes e arbitrárias. O professor tem bons argumentos mas talvez isso apenas prove que a versão Koren seja a correta e que as denominações escolhidas sejam as mais adequadas para aqueles grandes homens de Israel.
Outros críticos, como Brendan McKay, fizeram suas próprias análises de Guerra e Paz, com resultados consideravelmente diferentes dos relatados por Witztum et al. Muitos dos críticos, no entanto, pouco fizeram além de usar SLEs para encontrar nomes, datas, etc., em diversos livros, feitos que mesmo o estatístico mais pobre sabe serem corriqueiros. Porém, Drosnin parece ter pedido por isso quando disse "Quando os meus críticos encontrarem uma mensagem sobre o assassinato de um primeiro ministro codificado em Moby Dick, eu acreditarei neles." McKay prontamente apresentou uma análise SLE deMoby Dick predizendo não apenas o assassinato de Indira Ghandi, mas os de Martin Luther King, John F. Kennedy, Abraham Lincoln, e Yitzhak Rabin, assim como a morte de Diana, Princesa de Gales. O matemático David Thomas fez uma SLE de Genesis e encontrou as palavras "code" [código] e "bogus" [falso, fictício] juntas não só uma, mas 60 vezes. Quais as chances disso acontecer? Será que isso significa que Deus introduziu um código para revelar que não há nenhum código? Os caminhos do Senhor são de fato misteriosos.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Wuthering Heights - Official Music Video - Version 1

Se eu Morresse Amanhã: Lu Guerreira

Se eu Morresse Amanhã:

Lu Guerreira

Se eu morresse amanhã, levaria comigo
As coisas que aprendi, pois essas 
ninguém me tira, meu saber ninguém
 me rouba...

Se eu morresse amanhã, levaria que aprendi 
a valorizar as pessoas, não por sua 
aparência física, e sim pelo seu interior, 
pois á aparência é só uma casca 
e em seu interior existe amor.

Levaria minhas dores, pois com elas 
eu aprendi e cresci, me tornando uma 
pessoa melhor, e se alguém sofre, hoje
sei como ajudar, consolar... 

Se eu morresse amanhã, levaria as dores da 
Desilusão. Aprendi  que antes de acreditar 
Eu tenho que me amar e não permitir 
que ninguém me faça sofrer.

Se eu morresse amanhã, levaria gravado
Em meu coração os amigos que ao longo
Da minha existência, conquistei e amei.

Levaria comigo, os amigos que perdi
Por incapacidade de entendê-los e
conservá-los ao meu lado eu sem 
mesmo querer, os deixei partir...

Se eu morresse amanhã, levaria comigo
O amor que um dia conheci e que me fez feliz
E nessa felicidade eu vivi amando e fazendo
Alguém feliz.

Levaria comigo o amor mais puro, mais sublime,
o amor mais sincero, verdadeiro, levaria o amor 
que tenho e recebo dos  meus filhos e meus netos, 
pois esses, nunca vão deixar de  ser meus, 
mesmo eu não estando mais aqui...

Levaria comigo minhas lutas, minhas vitórias
 minhas derrotas, nem sempre se ganha e se
Perdemos é para aprender que caindo é
Que temos forças para nos erguer.

Levaria comigo a minha fé, minha fé
No Criador, pois ele me ensinou...
A rezar, a confiar e a cada dia acreditar
Que estando com ele, eu nunca estaria só!

Se eu morresse amanhã, levaria esse meu
Momento, único, Esse momento que ao escrever, 
me emocionou... Levaria em meu coração 
toda minha emoção em descobrir o que eu 
levaria comigo...
Se eu morresse amanhã...

Amar Você... Lu Guerreira.

Amar Você...

Lu Guerreira.
  
É viajar entre estrelas, cometas e luas...
é caminhar nesse seu universo sem fim
É sentir o fogo do prazer se apossar de mim, fogo que me queima a alma
e me faz te desejar...
e que ao sussurrar meu nome faz-me sentir a mais amada das mulheres...
 
Te amar é sentir calor quando em meus braços estás,
é fazer você sentir calor em uma noite de frio
é te prender te enroscar,
te lambuzar com meus beijos ardentes, e apaixonados, molhados...
Não ti quero meu escravo, ti quero meu senhor, senhor desse meu corpo que anseia pelo toque de tuas mãos.
 

Te quero preso entre laços e abraços...

Quero que mergulhes nesse meu mar de desejos, quero tirar de você o mas puro desejo e se o que queres é me ouvir gemer, podes ficar contente, pois ao toque de tuas mãos, meu prazer, meu libido explode como um vulcão! 
 

Tento me controlar fico extasiada, não consigo me conter...Quero você meu homem, fazendo amor comigo...
Quero sentir teu prazer, quero sentir o teu sexo!
Quero você dentro de mim para te dar prazer! Quero que sintas e me faça tua como só você sabe fazer...
 

Teu corpo clama pelo meu, meu corpo clama pelo teu...
Loucuras, desejos sem fim, por cima por baixo... não quero saber, nesse momento eu só quero fazer amor com você!!!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Menina Rubra


Menina Rubra

 Cândido


São vermelhos os teus lábios risonhos
É vermelho o vestido que deslumbra
Quando passa na lasciva penumbra
Do entardecer maluco dos meus sonhos.


Teus seios debruçados na janela
Do encarnado Vê do teu decote
Formam uma expressão rubra, tão forte,
Que não posso tirar os olhos dela.


A cor rubra que em tua saia abunda
Evidencia o rebolar da bunda
Na via dos meus pensamentos tonhos.


É vermelha a cor das minhas idéias
Da cor rubra do fogo com que ateias
As labaredas que ardem no meu peito.