quarta-feira, 27 de julho de 2011

As Pombas Brancas de Bagdad


As Pombas Brancas de Bagdad

                   
Havia um lindo sonho pendurado
Nas asas daquela pomba branca
A pairar num céu de espaço ilimitado
E pleno de vida e de esperança…
 

Voava sobre as nuvens daquele fim tarde…
Havia no seu pensamento vitórias de Aladino
E as históricas noites de Sherazade
A germinarem naquela mente de menino.
 

De repente ouviu um silvo, como de um falcão.
Depois um clarão e um estrondo abalou as casas...
Sentiu uma dor para além do coração
Que lhe arrancou as penas, lhe tirou as asas…
 

Caiu … Notou que o seu corpo adormecia.
Reparou que o céu estava mais perto
E enquanto a pomba branca se esvaía,
O sonho… ficava nas areias do deserto!

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